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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

 Quinta-feira, 22 out 2020 - 09h18

Por Rogério Leite

OSIRIS-REx manda imagens e mostra bagunça que fez na superfície de Bennu

De acordo com imagens e dados de telemetria, a sonda OSIRIS-REx realizou todas as operações programadas para coletar amostras da superfície do asteroide 101955 Bennu, mas os pesquisadores ainda não sabem se o material foi colhido na quantidade certa. Se precisar, a nave poderá fazer mais duas tentativas.


O vídeo acima mostra uma sequencia de 82 imagens capturadas pela câmera SamCam, instalada no topo do braço robótico da OSIRIS-REx. A cena retrata a aproximação do local de coleta, a descarga de nitrogênio e vaporização do regolito e o afastamento da sonda.

"Nós realmente fizemos uma grande bagunça na superfície do asteroide. Uma bagunça fantástica!", disse o principal investigador da missão OSIRIS-REx, Dante Lauretta, ligado à Universidade do Arizona, se referindo à grande quantidade de partículas levantada do regolito durante o processo de coleta.


Pouso em Bennu
A nave OSIRIS-REx tocou a região rochosa batizada de Nightingale, no dia 20 de outubro 2020, às 19h08 Pelo horário de Brasília. Toda a operação foi transmitida ao vivo pelo Apolo11 e pode ser assistida neste link: https://youtu.be/maHQ7Ao6tkU

A chegada à superfície do asteroide Bennu foi realizada de forma totalmente autônoma, com a espaçonave descendo de forma muito suave e com o braço robótico entendido, a cerca de 0,3 km/h.

O contato com a superfície levou apenas 6 segundos, tempo suficiente para a sonda localizada na extremidade do braço disparar uma violenta lufada de nitrogênio, que pulverizou pedaços do asteroide que foram sugados automaticamente para dentro de um pequeno cânister dentro do dispositivo. Após a coleta, a sonda se distanciou do solo a uma velocidade de 1,4 km/h.

Momento da descarga de nitrogênio que provocou a fragmentação da superfície de Bennu.
Momento da descarga de nitrogênio que provocou a fragmentação da superfície de Bennu.

Os pesquisadores ainda não sabem a massa das amostras coletadas, mas esperam um mínimo de 60 gramas e um máximo de 2 quilos. Se a amostragem não atingiu a cota estimada, OSIRIS-REx deverá retornar à superfície de Bennu e efetuar uma nova prospecção. Ainda restam duas cargas de nitrogênio que podem ser usadas.


 

Sexta-feira, 16 out 2020 - 10h36
Por Rogério Leite

Chegou a hora: Nasa tenta missão inédita e raspará asteroide Bennu

Lançada em setembro de 2016, a sonda espacial Osiris-REx chegou ao ponto máximo da missão. Na próxima terça-feira, a nave deverá fazer um rasante a poucos centímetro do solo do asteroide 101955 Bennu, coletará amostras de rocha e as trará à Terra para serem estudadas.

OSIRIS-REx é a primeira missão de amostragem de asteroides da NASA e se tudo der certo a nave se aproximará ao máximo da superfície do asteroide e através de uma espécie de "braço sugador" coletará amostras que serão ejetadas do solo com auxílio de descargas de nitrogênio. As amostras serão acomodadas dentro de um recipiente para serem trazidas à Terra na própria nave.

Aproximação da sonda Osiris-Rex sobre a superfície do asteroide Bennu, em agosto de 2020

Aproximação da sonda Osiris-Rex sobre a superfície do asteroide Bennu, em agosto de 2020, durante teste de aproximação.


AO Vivo
Toda a missão será transmitida ao vivo, com visualização baseada em telemetria enviada pela sonda Osiris-REx. Durante a operação, nenhum comando será enviado da Terra à nave. Aqui, os sinais enviados pela sonda serão recebidos através das antenas da Rede do Espaço Profundo (Deep Space Network) e processados pelo Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, da Nasa,

Devido à distância, de 312 milhões de quilômetros, os dados telemétricos levarão cerca de 18 minutos para chegar à Terra.

A operação será transmitida ao vivo pelo Apolo11, através do canal Apolochannel, a partir das 17h45 pelo horário e Brasília.

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Três Tentativas
A operação de coleta consiste em uma série de eventos batizados de "Touch-And-Go" (TAG), com o braço robótico TAGSAM tocando o solo de Bennu por cerca de cinco segundos. Ao tocar a superfície a carga de nitrogênio é disparada com o objetivo de causar uma espécie de turbulência, levantando partículas que serão capturadas.

Depois de coletar a amostra, a nave acionará o propulsor para se afastar de Bennu. Em seguida a equipe da missão medirá a quantidade de amostra coletadas girando a espaçonave com o braço TAGSAM estendido. Isso permitirá comparar a mudança na inércia da espaçonave com aquele medido anteriormente, mas com o braço vazio, garantido que a quantidade de amostra coletada é suficiente. A nave tem três cargas de nitrogênio a bordo, o que permite três tentativas.

Assim que for determinado que a coleta da amostra foi bem-sucedida, a cabeça do braço TAGSAM será recolocado dentro da cápsula. A missão deixará a orbita de Bennu em meados de 2021 e retornará em 24 de setembro de 2023.

Essa será a terceira missão de retorno de um asteroide, seguindo as sondas japonesas Hayabusa e Hayabusa-2.


Asteroide Bennu
Batizado oficialmente como 101955 Bennu, a rocha é um asteroide do tipo Apollo, descoberto pelo projeto LINEAR em 11 de setembro de 1999. Tem cerca de 493 metros de comprimento e é monitorado constantemente pela Rede do Espaço Profundo (Deep Space Network) e pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

Modelos orbitais mostram que Bennu possui um grande potencial de atingir a Terra, com uma série de oito impactos potenciais entre 2169 e 2199. Atualmente, 16 de outubro de 2020, Bennu se localiza a 311 milhões de km da Terra.