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sábado, 25 de fevereiro de 2023

 

 

 

 

 

 Samhain

Hemisfério Norte: 31 de Outubro

Hemisfério Sul: 1 de Maio


O Samhain (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido.


Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)


Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. É o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.


A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1o de Novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. É observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.


Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.


Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.


Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.


Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.


As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.


Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.


Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.

Cores das velas: preta, laranja.

Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.

Ers ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha. 

 

  Ritual do Sabbat Samhain


Em muitas tradições wiccanas, é costume o Bruxo jejuar um dia inteiro antes de realizar o Ritual do Sabbat Samhain.


Após o banho ritual com água salgada para limpar seu corpo e sua alma de todas as impurezas e energias negativas, coloque uma veste cerimonial longa e preta (a menos que prefira trabalhar sem roupa, como fazem muitos Bruxos), use um colar de bolotas feito a mão em torno do pescoço e coloque uma coroa de folhas de carvalho na cabeça.


Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Coloque 13 velas pretas e cor de laranja em torno do círculo e à medida que for acendendo cada uma diga:
VELA SAMHAIN DO FOGO TÃO BRILHANTE CONSAGRE ESTE CÍRCULO DE LUZ.


No centro do círculo erga um altar voltado para o norte. No centro do altar, coloque três velas (uma branca, uma vermelha e uma preta) para representar, cada uma, uma fase da Deusa Tripla. à esquerda (oeste) das velas, coloque um cálice com sidra e um prato contendo sal marinho. à direita (leste) das velas, coloque um incensório com incenso de ervas e uma pequena tigela com água. Diante das velas (sul), coloque um sino de altar de latão, um punhal consagrado e uma maçã vermelha. Faça soar três vezes o sino do altar e diga:
SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTECÇÃO, INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.


Salpique um pouco de sal e água em cada ponto da circunferência em torno do círculo para limpar o espaço de qualquer negatividade ou influência maligna. Pegue o punhal com a mão direita e diga:
OUÇAM BEM, ELEMENTOS, AR, FOGO, ÁGUA E TERRA. PELO SINO E PELA LÂMINA EU VOS CONVOCO NESTA SAGRADA NOITE DE ALEGRIA.


Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com a sidra e diga:
EU TE OFEREÇO, OH, DEUSA, ESTE NÉCTAR DA ESTAÇÃO.


Coloque o punhal de volta no altar. Acenda o incenso e as três velas do altar e diga:
TRÊS VELAS EU ACENDO EM TUA HONRA, OH, DEUSA: BRANCA PARA A VIRGEM, VERMELHA PARA A MÃE, PRETA PARA A ANCIÃ. OH DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES, A TI ERGO ESTE TEMPLO SAGRADO EM PERFEITA CONFIANÇA.


Pegue o cálice com ambas as mãos e derrame algumas gotas da sidra sobre a maçã, dizendo:
AO VENTRE DA DEUSA MÃE RETORNA AGORA O DEUS, ATÉ O DIA EM QUE NOVAMENTE RENASCERÁ. A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. O CICLO DAS ESTAÇÕES NÃO TERMINA NUNCA. ABENÇOADAS SEJAM AS ALMAS DAQUELES QUE VIAJARAM ALÉM PARA O MUNDO ESCURO DOS MORTOS. EU DERRAMO ESTE NÉCTAR EM HONRA à SUA MEMÓRIA. QUE A DEUSA OS ABENÇOE COM LUZ, BELEZA E ALEGRIA. ABENÇOADOS SEJAM! ABENÇOADOS SEJAM!


Beba o restante da sidra e, então, coloque o cálice no seu lugar no altar. Faça soar o sino três vezes, desfaça o círculo apagando as velas de cores laranja e preta, começando do leste e movendo em direção levógira. Pegue a maçã do altar e enterre-a do lado de fora para nutrir as almas dos que morreram no último ano.


O Ritual de Samhain está agora completo e deve ser seguido de meditação, divinação em bola de cristal, recital de poesia mística inspirada na Deusa e uma prece dos Bruxos pelas almas de todos os membros da família e dos amigos que passaram para o Plano Espiritual.

 

 Lammas

 

Hemisfério Norte: 1o de Agosto

Hemisfério Sul: 2 de Fevereiro


Conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Colheita, o Sabbat Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabbat (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da fertilidade da terra, e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e do Deus.


Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.


A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabbat Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. é costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.


Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.


Incensos: aloé, rosa e sândalo.

Cores das velas: laranja e amarela.

Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.

Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo.


Ritual do Sabbat Lammas


Comece marcando um círculo com cerca de 3m de diâmetro. Erga um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Sobre ele, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. à esquerda (oeste) da vela, coloque um cálice com água (preferivelmente água fresca de chuva ou água de uma fonte de montanha) e uma bandeja ou prato à prova de fogo, contendo uma boneca nova de milho e uma do Sabbat Lammas do ano anterior. à direita (leste da vela), coloque um incensório com incenso de sândalo ou de rosa, e um prato com sal, pó ou areia para representar o elemento Terra. Diante da vela (sul) coloque um punhal consagrado e uma espada cerimonial consagrada.


Salpique um pouco de sal para consagrar o círculo e, então, começando pelo leste, trace o círculo com a ponta da espada cerimonial, movendo-a de modo destrógiro, enquanto diz
: COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU CONSAGRO E TE INVOCO, OH CÍRCULO DE MAGIA E LUZ DO SABBAT. SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTECÇÃO INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.


Coloque de volta no altar a espada cerimonial. Acenda a vela e diga:
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPÍRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MÍSTICO ELEMENTO FOGO.


Acenda o incenso e diga:
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPÍRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MÍSTICO ELEMENTO AR.


Segure o punhal na mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no sal, pó ou areia e diga
: NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPÍRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MÍSTICO ELEMENTO TERRA.


Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga:
NESTE CÍRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPÍRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MÍSTICO ELEMENTO ÁGUA.


Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a boneca nova de milho e coloque-a à direita da vela, e diga:
OH SENHORA DA COLHEITA, EU TE AGRADEÇO POR NOS SUSTENTAR NAS PRÓXIMAS ESTAÇÕES E PELA GENEROSIDADE DESTA COLHEITA. ASSIM SEJA.


Pegue a antiga boneca de milho e queime-a na chama da vela. Coloque-a na bandeja ou prato à prova de fogo. Enquanto ela queima, recite o seguinte verso mágico do Sabbat:
SENHORA DA COLHEITA DO PASSADO, QUEIME AGORA. à DEUSA VÓS DEVEIS VOLTAR. ABENÇOAI-ME COM A SORTE E O AMOR DO DEUS E DA DEUSA ACIMA. ASSIM SEJA!


Encerre o ritual afastando os espíritos elementais, apagando a vela e desfazendo o círculo em movimento levógiro com a espada cerimonial. Enterre as cinzas da antiga boneca de milho, como oferenda à Mãe Terra, e guarde a boneca nova para o próximo Sabbat Lammas.

Fonte: “Wicca – A Feitiçaria Moderna”, de Gerina Dunwich

 

Mabon

O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.


Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotiza e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.


Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).


Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas.

Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.

Pedras preciosas sagradas: cornalina, lapis-lazuli, safira, ágata amarela.

Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.

 

 Ritual do Sabbat Mabon


Comece fazendo um círculo com cerca de 3m de diâmetro. No centro, erga um altar voltado para o norte. Sobre ele coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat, um cálice com água, uma faca, um prato de sal, pó ou areia, um sino de altar consagrado e um incensório.


Enfeite o altar com a decoração tradicional sagrada, como bolotas, pinhas, malmequeres, rosas brancas e cardo. As flores poderão ser arrumadas em buquês ou guirlandas para o altar ou para o círculo, ou reunidas em uma coroa colocada no alto da cabeça.


Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace-o com uma espada cerimonial consagrada ou com uma vareta, dizendo:
COM SAL E A ESPADA CONSAGRADA EU CONSAGRO E TRAÇO ESTE CÍRCULO DO SABBAT SOB O NOME DIVINO DA DEUSA E SOB A SUA PROTECÇÃO. INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.


Acenda a vela e o incenso. Toque três vezes o sino do altar com a mão esquerda para iniciar o Ritual do Equinócio e conjurar os espíritos elementais. Pegue o punhal com a mão direita, volte-se para o leste e diga:
OH SAGRADOS SILFOS DO AR E REIS ELEMENTAIS DO LESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO.


Volte-se para o sul e diga:
OH SAGRADAS SALAMANDRAS DO FOGO E REIS ELEMENTAIS DO SUL, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO.


Volte-se para o oeste e diga:
OH SAGRADAS ONDINAS DA ÁGUA E REIS ELEMENTAIS DO OESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO.


Volte-se para o norte e diga:
OH SAGRADOS GNOMOS DA TERRA E REIS ELEMENTAIS DO NORTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CÍRCULO CONSAGRADO.


Toque três vezes o sino e coloque-o de volta no altar. Estique o braço direito, aponte a ponta do punhal para o céu e diga:
AR, FOGO, ÁGUA, TERRA, VENTRE DA VIDA, MORTE PARA RENASCER. A GRANDE RODA DAS ESTAÇÕES GIRA, O FOGO SAGRADO DO SABBAT QUEIMA. SOMOS TODOS CRIANÇAS DA DEUSA. E PARA ELA DEVEMOS RETORNAR.


Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e, depois, no prato de sal, pó ou areia e diga:
ABENÇOADA SEJA A DEUSA DO AMOR, CRIADORA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. O CALOR DO VERÃO DEVE AGORA TERMINAR. A GRANDE RODA SOLAR GIROU NOVAMENTE. QUE ASSIM SEJA!


Toque três vezes o sino do altar para encerrar o rito, afaste os espíritos elementais e agradeça à Deusa. Desfaça o círculo de maneira levógira com a espada cerimonial ou com a vareta.

 



Os Esbats

 

Além dos oitos Sabbats, os povos celtas celebravam também os Esbats, ou seja, as treze luas cheias ao longo do ano solar. A lua cheia foi venerada durante milênios por grupos de homens e mulheres, reunidos nos bosques, nas montanhas ou na beira da água, como a manifestação visível do princípio cósmico feminino, na forma das deusas lunares ou da Vovó Lua. Com o advento das religiões patriarcais, houve uma divisão na vida religiosa familiar. Os homens passaram a reverenciar os deuses – solares e guerreiros -, enquanto que as mulheres continuavam se reunindo para celebrar a lua cheia e honrar a Grande Mãe. A cristianização forçada e, principalmente, as perseguições dos "caçadores de bruxas" durante os oito séculos de Inquisição, procuraram erradicar a "adoração pagã da Lua" e os Esbats foram considerados orgias de bruxas e manifestações do demônio.


A palavra Esbat deriva do verbo esbattre, em francês arcaico, significando "alegrar-se", pois essas celebrações não eram tão solenes como os Sabbats, proporcionando, além dos trabalhos mágicos, uma atmosfera jovial. Há também uma semelhança com a palavra "estrus" – o ciclo lunar de fertilidade -, reforçando a idéia da repetição mensal dessas comemorações.


Durante os Esbats, reverencia-se a força vital criativa, geradora e sustentadora do universo, manifestada como a Grande Mãe. A noite de lua cheia ou o plenilúnio, é o auge do poder da Deusa, sendo o momento adequado para rituais de cura e trabalhos mágicos. Usam-se altares – simples ou elaborados – com os símbolos da Deusa e acrescentam-se os elementos específicos da lunação. Além dos rituais, há cantos, danças, contam-se histórias e fazem-se meditações. No final, comemora-se repartindo pão ou bolo e bebendo-se vinho, suco ou chá, brindando à Lua e ofertando um pouco à natureza em sinal de gratidão à Mãe Terra. O pão sempre simbolizou o alimento tirado da terra, enquanto que o vinho favorecia a atmosfera de alegria e descontração.


Atualmente, os plenilúnios são comemorados não somente pelos grupos estruturados da Wicca (os covens), neo-pagã ou xamânica, mas também por grupos de mulheres ou pelos "solitários". A Deusa está cada vez mais presente na vida e na alma das mulheres, os raios prateados da Lua realçando suas múltiplas faces.


Na Antiga Tradição, nas reuniões praticadas por covens ou individualmente, o ponto máximo do Esbat é o ritual de "Puxar a Lua", ou seja, imantar uma sacerdotisa ou mulher com a energia da Deusa. O objetivo desse ritual é triplo: primeiro, procura-se a união com a Deusa para compreender melhor seus mistérios; segundo, busca-se imantar o espaço sagrado com a energia mágica da Deusa e, em terceiro lugar, objetiva-se o equilíbrio dos ritmos lunares das mulheres e o aumento da fertilidade, física e mental. Para atrair a energia da Lua, usa-se o punhal ritualístico (átame) ou um bastão consagrado, direcionando-o para um cálice com água. Invoca-se a Deusa e expõe-se seu pedido ou, simplesmente, entra-se em contato com sua essência, deixando-a penetrar em todo seu ser. Fundir-se com a energia da Deusa é um ato de realização espiritual e jamais deve ser usado com fins egoístas, forjando mensagens ou avisos "recebidos" durante o ritual. Quando o propósito é sincero e o coração puro, a experiência é sublime e comovente. Após um tempo de interiorização e contemplação, tornam-se alguns goles da água "lunarizada" e despeja-se o resto sobre a terra, para "fertilizá-la". Como em outros rituais, os Esbats devem ser feitos após invocar-se os Guardiões das direções e os elementos correspondentes, criando-se o círculo mágico.


Além desse ritual tradicional e formal, pode-se celebrar o plenilúnio de forma mais complexa e criativa, usando-se os conhecimentos astrológicos da polaridade Sol-Lua. Durante a lua cheia, a Lua se encontra no signo oposto ao do Sol, estabelecendo-se, assim, um eixo de complementação. Em certos grupos mistos, trabalha-se a polaridade Sol-Lua reverenciando-se o casal divino, representado por deuses solares e deusas lunares, escolhidos conforme as características astrológicas e espirituais do mês.

 

quarta-feira, 13 de julho de 2022

los cuatro métodos más comunes de que se vale la brujería son: Una sustancia química, la telepatía, la invocación de un demonio y la manipulación de un alma en pena.

Las Sustancias Químicas:

Es muy probable que hayamos escuchado hablar del agua de coco, del toloache, etcétera, y es que hay ocasiones, por ejemplo: Cuando una mujer quiere evitar que su novio/esposo la abandone, y recurre a alguna sustancia química para influir en la decisión de su pareja, como es el agua de coco que en realidad es agua impregnada con feromonas, las cuales producen atracción hacia la persona, lo que funciona a nivel biológico. El punto es que ese es un ejemplo, pero para contrarrestar ese tipo de técnicas, lo ideal es tener cuidado con lo que comemos, y es que si una persona no del todo confiable nos regala algo de comer, es mejor no consumir esos alimentos, ya que estaríamos arriesgando nuestra voluntad y hasta nuestra salud, pues hemos sabido de casos de personas que incluso han terminado en el manicomio. (En estos casos un médico no debe tener problemas para curar ese tipo de casos).

Aunque este tipo de ataques también pueden ir unidos a otros, como es, cuando nos dan a ingerir alguna sustancia infestada, es decir, que está vinculada a un espíritu maligno, como cenizas de muerto previamente ritualizadas… A fin de que un espíritu maligno se aloje en nuestro interior; sin embargo se puede contrarrestar fácilmente, tomando agua con carbón activado, ya que el carbón tiene la propiedad de absorber la energía negativa (puesto que una vez un espíritu maligno pierde toda su energía, queda impedido para poder influir en este plano). Lo ideal es una cucharada de carbón activado en un vaso con agua limpia.

La telepatía negativa o ataque psíquico:

Así como existe la telepatía positiva, por medio de la cual dos personas se pueden comunicar con el pensamiento, a través de las ondas telepáticas. También existe la telepatía negativa, que es algo así como el mal uso que hacen algunas personas de la telepatía, para causarle un daño a otra, por ejemplo, si alguien nos dice malas palabras con el propósito de ofendernos, normalmente nos molesta, entonces, cuando alguien usa la telepatía, pero en vez de tratar de comunicarse con nosotros, trata de maldecirnos, sucede que, aunque no lo escuchemos, nos sentimos mal y en ocasiones nos zumban los oídos, pero ese no es el único caso, ya que hay quienes usan las propiedades de ciertos compuestos para incrementar sus ondas telepáticas, incluso esas técnicas las llegan a combinar con la invocación de Seres malignos, y ello puede llegar a causarnos desde una enfermedad hasta un accidente por medio de una especie de sugestión transmitida telepáticamente.

Aunque cabe mencionar que una persona que hace brujería generalmente no conoce de telepatía pero llevan a cabo ciertas fórmulas que provocan un efecto similar. En este caso la mejor protección son los objetos de plata, como pueden ser: Monedas, aretes, amuletos de plata, etcétera, ya que este metal puede absorber las ondas telepáticas neutralizando el ataque.
Y en los casos en que va unida a una invocación, basta con el buen uso de la sal, por ejemplo: Si tenemos un zumbido persistente en el oído, podemos envolver algunos granos de sal en algodón, y colocarlo en el oído, lo que será suficiente para absorber toda la energía negativa del espíritu invocado, así como la energía producida por la telepatía negativa. Otra protección muy buena es colocar sal de grano/marina en una pequeña caja de madera, la cual podemos poner sobre un mueble alto para que absorba toda la energía residual que pueda llegar a entrar a nuestra casa/trabajo.

La manipulación de un alma en pena:

Las almas en pena o espíritu chocarrero, es el alma de una persona que se fue de este mundo antes de tiempo y por ello quedó atrapada entre dos planos astrales, como puede ser una persona que fue asesinada (sobre todo si se trataba de una persona maligna), alguien que murió en un accidente y las personas que se suicidan, principalmente. El punto es que hay personas que usan fragmentos de huesos y otras cosas que preferimos no mencionar por obvias razones, el caso es que mediante ciertos rituales confunden al alma y la alimentan con energía para que dañe a cierta persona.
El asunto es que la forma más fácil de contrarrestar es encontrar el entierro de brujería o el objeto que está vinculando a esa alma en pena, de modo que al quemar el objeto infestado, el alma queda libre y frecuentemente ataca a la persona que la estaba manipulando.
Sin embargo hay ocasiones en que el entierro ha sido colocado en un lugar al que no podemos entrar o en un lugar muy lejano, lo que en apariencia nos haría las cosas más difíciles, pero no es así. En estos casos lo que debemos hacer es liberar a esa alma de alguna forma y lo ideal es quemar una varita de incienso con aroma a cedro, maderas, sándalo ó un aroma relacionado con algún tipo de árbol, y decimos la siguiente oración que nos ayudará a que el ángel correspondiente se encargue de liberar y llevarse esa alma en pena a donde le corresponda:

“Oh Dios/ permite que el Coyolnahual/ libere a esa pobre alma en pena,
que todo regrese /a la normalidad/ y que Dios / imparta justicia.
que yo te prometo/ serte fiel/ y hacerte tus ayunos/”


(El Coyolnahual es el ángel que entre sus funciones está la de llevar a las almas extraviadas al Cielo, o a su próxima reencarnación, según sea el caso. Aunque puede ser conocido con un nombre distinto dependiendo del idioma y religión).

La invocación de un demonio, como contrarrestarlo:

Los demonios son, por decirlo de alguna forma, el alma de ciertas personas malignas que durante su vida hicieron el mal pero que por alguna razón tenían muchos seguidores y cuando esas personas se fueron de este mundo sus seguidores las deificaron, y son invocadas en ciertos ritos de brujería, en donde les ofrecen ciertas ofrendas a cambio de hacerle daño a cierta persona.
En estos casos nos puede ser muy útil saber cómo actúan y se desplazan ese tipo de entes malignos, y si bien los hay de varias clases, hay que tener en mente que ellos no pueden entrar a este plano astral al menos que alguien los invoque. Pero incluso una vez que han logrado acceder a este plano solo pueden ir de un lugar a otro a través de una corriente de aire o adhiriéndose al aura (también conocida como periespíritu o chakra) de un animal volador insecto/ave de color oscuro, y una vez logre llegar hasta donde estamos, tratara de adherirse a nuestra aura.

Hasta aquí hay que tomar en cuenta varios puntos, primero que nada el brujo(a) necesita conocer el nombre completo de su víctima o una prenda sucia, puesto que el espíritu maligno no atacara hasta que este seguro que es la persona buscada. De modo que en cuanto escuche que alguien llama por su nombre a la persona, o perciba su olor o vibración (para un espíritu el olor y la vibración es lo mismo), la atacara. De ahí que muchos políticos y artistas famosos, usen pseudónimos como una forma de protección. Pero aun así, podrían encontrarnos por el olor, de ahí que otro método muy útil, es un perfume de aroma muy fuerte, ya que, aunque el espíritu maligno conozca nuestra vibración/olor, lo fuerte del aroma terminara por confundirlo.

Otro punto, es que si el espíritu maligno ya ha logrado adherirse a nuestra aura, tratara de dañarnos, afectando nuestro ánimo, provocando que enfermemos, que tomemos malas decisiones, etcétera. Pero se puede contrarrestar tomando un baño con agua de sal (se coloca un puño de sal de grano/marina en una cubeta con agua limpia, se mezcla, para luego bañarnos con ella, y al final con agua limpia para quitar la sal que pudiera haber quedado, de ese modo el ente queda atrapado en el agua salada y se va junto con ella), lo que es tan eficaz, que incluso se llega a utilizar en los exorcismos.

Pero si la persona tiene un amuleto maligno como un pentagrama o el brujo(a) dejo algún objeto infestado en la casa, será necesario quemarlo, para que el espíritu maligno no regrese.

También es importante mantener nuestras áreas de trabajo, recamara y demás lugares que ocupamos para laborar/vivir, bien limpias, ya que eso evitará que espíritus malignos se puedan esconder ahí, además de tener una buena arma psíquica para evitar los ataques por sorpresa Como puede ser una navaja suiza. En casos extremos, un cuchillo con la punta hacia arriba, el cual podemos colocarlo en un vaso o atornillado a la pared para que se mantenga hacia arriba, incluso podemos ponerle un pequeño imán en la cuchilla para incrementar su poder de atracción, de ese modo podrá jalar a cualquier espíritu maligno y lastimarlo con el filo, a fin de que se vaya y no regrese. Otra protección muy buena es el espejo sagrado, el cual actúa absorbiendo al ente y enviándolo al limbo: 

 

ESPEJO DE PROTECCIÓN.



En ocasiones sucede que todo lo que hacemos nos sale mal, en otros casos hay peleas constantes, discusiones que no acaban, problemas, no encontramos trabajo, por mencionar los casos más comunes, y sucede que no sabemos porque.
La razón es porque hay veces que existen personas que nos tienen mala voluntad y nos hacen la vida difícil de muchas formas, entre ellas la brujería y ataques psíquicos, los que van desde malos deseos, hasta técnicas muy elaboradas para tratar de hacernos daño; entonces, en esos casos, les recomendamos utilizar este amuleto que es muy eficaz para protegernos de esos males, incluso en días difíciles podemos quemar una varita de incienso junto a él, para incrementar su poder.
Para elaborarlo necesitamos un espejo de aproximadamente doce centímetros (cuatro pulgadas) de diámetro/largo, y de forma circular, lo ideal es usar un espejo de maquillaje como el que mostramos en la imagen, ya que en su base podemos pegar un pequeño imán, pero además, como tiene espejos a ambos lados del marco, podemos escribir, tanto en el frente como en la parte de atrás (lo que es muy bueno, ya que con ello podemos contrarrestar los ataques de frente y también los ataques a traición). Lo siguiente es conseguir un marcador indeleble de color azul para escribir en el frente y uno rojo para la parte de atrás. Los mejores marcadores, son los que se usan para marcar los DVD´S y que son de punto delgado; con el escribimos con escritura sagrada la siguiente oración, de forma que al hacerlo vayamos formando un espiral como se muestra en la imagen. La oración es la siguiente:
“Oh Racna protégeme de todo mal. Oh Creador del Universo concédeme el favor de tus hijos: Mab, Arthur, Bast, y Quetzalcoatl. Para que se alejen las fuerzas adversas y regrese la armonía al Universo. Yo prometo serte fiel y seguir el camino del bien. Porque solo tú eres Dios.

 

 En la primera imagen vemos un ejemplo de como se debe de ir formando el espiral, y en la parte resaltada vemos como debe quedar el amuleto cuyo nombre es: El espejo sagrado. Para escribir la frase, esta es la escritura que debemos usar:



En este caso solamente tomamos en cuenta los sonidos, por ejemplo, la "C", "Q" y "K" se escribe con la misma letra indistitamente.

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quarta-feira, 15 de junho de 2022

 articulo     de  internet

sobre  salmos  pidiendo  venganza





“Apresúrate, oh Dios, a rescatarme; ¡apresúrate, SEÑOR, a socorrerme! Que sean avergonzados y confundidos los que procuran matarme. Que retrocedan humillados todos los que desean mi ruina. Que vuelvan sobre sus pasos, avergonzados, todos los que se burlan de mi”. Así comienza el salmo 70, uno de los varios salmos imprecatorios o de venganza que se encuentran en la Biblia. ¿Qué hacer con estos salmos? ¿Son Palabra de Dios? Recuerdo la primera vez que leí sobre estos salmos en un comentario bíblico, cuya explicación, que después vi se replicaba en otros lugares, hice mía por mucho tiempo. Decía algo así: la revelación es progresiva, no se puede comparar la revelación del Antiguo Testamento con la del Nuevo, por ende, orar de esta manera no se condice con el amor al prójimo mandatado por Jesús. El problema de esa explicación es triple, y cuando comencé a hacer esos cuestionamientos, ésta resultó insatisfactoria. Es triple porque: a) la revelación no sólo es progresiva, sino también acumulativa, es decir, lo nuevo no niega lo viejo, sino que lo explica (el principio de “analogía de la fe”); b) olvida que toda la Escritura es inspirada por Dios, por ende, estos Salmos, si bien es cierto, son palabras humanas, surgidas en contextos muy humanos, son real-y-misteriosamente Palabra de Dios, ergo, norma de fe y práctica; y c) porque lleva a adorar a un dios esculpido a nuestra imagen y semejanza cuyo único atributo es el amor y no la justicia, la bondad y no su santa indignación. A Dios se le adora con todo lo que Él es, o no se le adora.

 Por ende, me quedé sin explicación satisfactoria. Hasta que me encontré con una mejor explicación en el libro de Dietrich Bonhoeffer “Los Salmos: el libro de oración de la Biblia”[1], en la que llega aún más allá de la interrogante inicial, puesto que él pregunta, en la lógica de la lectura orante de la Biblia (Lectio Divina), si estos salmos son susceptibles de ser orados por los creyentes. Transcribí su explicación de manera íntegra, con la finalidad de compartirla con ustedes acá:

 «Los llamados ‘salmos de venganza’ nos presentan actualmente más dificultades que cualquier otra parte del Salterio. La terrible frecuencia de los pensamientos contenidos en ellos atraviesa todo el Salterio (Sal 5; Sal 7; Sal 9; Sal 10; Sal 13; Sal 16; Sal 21; Sal 23; Sal 28; Sal 31; Sal 35; Sal 36; Sal 40; Sal 41; Sal 44; Sal 52; Sal 54; Sal 55; Sal 58; Sal 59; Sal 68; Sal 69; Sal 70; Sal 71; Sal 137 y otros). En este caso, todos los intentos de hace nuestras estas oraciones parecen destinados al fracaso, y lo que se considera una expresión del estadio religioso elemental parece oponerse realmente al Nuevo Testamento. Sobre la cruz, Cristo oró por sus enemigos y nos enseñó lo mismo a nosotros. Entonces, ¿cómo podemos invocar la venganza de Dios sobre los enemigos cuando oramos los salmos? O, preguntándolo de otro modo; ¿podemos comprender los salmos de venganza como una palabra de Dios para nosotros, como una oración de Jesucristo? ¿Podemos rezar como cristianos estos salmos?

Entiéndase bien que no estamos preguntando por posibles motivos que en modo alguno podemos sondear, sino por el contenido de la oración.

Los enemigos de los que aquí se habla son los enemigos de la causa de Dios. No se trata, pues, en modo alguno de una lucha personal. El orante de los salmos no quiere vengarse por su cuenta, sino que deja la venganza únicamente en manos de Dios (véase Romanos 12,19). Por eso, debe abandonar toda idea de desquite personal, tiene que liberarse de la sed de revancha, porque, si no fuera así, la venganza no estaría reservada estrictamente a Dios. Sólo quien es inocente frente al enemigo puede dirigirse al Dios de la venganza. Invocar la venganza de dios es pedir que su justicia se cumpla en el juicio contra los pecados. Esta justicia tiene que realizarse si Dios es fiel a su palabra, y debe cumplirse en todos. Yo mismo con mis pecados estoy sometido a este juicio, no tengo ningún derecho a querer impedir esta justicia. Tiene que cumplirse por Dios y, de hecho, se ha cumplido pero de un modo maravilloso.

La venganza de Dios no está reservada a los pecadores, sino al único ser inmune al pecado y que ha ocupado el puesto de los pecadores: el Hijo de Dios. Jesucristo sufrió la venganza de Dios, cuyo cumplimiento implora el salmo. Aplacó la cólera de Dios sobre los pecadores y, en la hora de cumplimiento del juicio divino, intercedió: ‘Padre, perdónalos, porque no saben lo que hacen’.

Nadie, excepto quien había sufrido la cólera de Dios, podía orar así. Y éste fue el final de todas las falsas ideas sobre el amor de Dios que no tomaban realmente en serio el pecado. Dios odia a sus enemigos, los remite al único Justo y éste invoca el perdón para los enemigos de Dios. Sólo en la cruz de Jesucristo se puede encontrar el amor de Dios.

De esta forma, el salmo de venganza conduce a la cruz de Jesús y al amor de Dios que perdona a los enemigos. Yo no puedo por mí mismo perdonar a los enemigos de Dios. Sólo Cristo crucificado puede hacerlo, y yo puedo a través de él. Así, el cumplimiento de la venganza se convierte en gracia para todos los seres humanos en Jesucristo.

Ciertamente hay una diferencia significativa si me sitúo con el salmo en el tiempo de la promesa o en el tiempo del cumplimiento; pero esa diferencia vale para todos los salmos. Rezo el salmo de la venganza desde la certeza de su maravilloso cumplimiento. Reservo a Dios la venganza y pido que se cumpla su justicia para todos sus enemigos. Sé también que Dios ha permanecido fiel a sí mismo y se ha hecho justicia en el juicio de su cólera en la cruz, y que para nosotros esta cólera se ha convertido en gracia y alegría. El mismo Jesucristo pide que se cumpla la venganza de Dios en su propio cuerpo, y así me reconduce cada día a la seriedad y la gracia de su cruz para mí y para todos los enemigos de Dios.

También hoy puedo creer en el amor de Dios y perdonar a mis enemigos sólo a través de la cruz de Cristo y el cumplimiento de la venganza de Dios. La cruz de Cristo nos afecta a todos. Quien se opone a ella, quien reduce a nada la palabra de la cruz de Jesús, del Jesús sobre el cual se realiza la venganza de Dios, tendrá que llevar ciertamente la maldición de Dios en este tiempo o en el otro. Ahora bien, esta maldición que recae sobre quienes odian a Cristo habla el Nuevo Testamento con toda claridad, y no se distingue en nada del Antiguo Testamento. Pero también habla de la alegría de la comunidad en el día en que Dios realizará su último juicio (Gálatas 1,8-9; 1 Corintios 16,2; Apocalipsis 18; 19; 20,21). De este modo, Jesús crucificado nos enseña a orar rectamente los salmos de venganza».

sexta-feira, 13 de maio de 2022

  1. Lucifer

     
    Mercurio arriba, Venus (lucifer) y abajo la Luna.

    Lucifer (del latín lux ‘luz’ y ferre ‘llevar’: ‘portador de luz’) según lo define el Diccionario de la lengua española es una forma poética de llamar al lucero,1​ haciendo referencia al brillo del planeta Venus al amanecer, además de dar nombre a varias figuras del folclore.2

    Surgió en la antigüedad debido a la ausencia de mecanismos para distinguir a simple vista al planeta Venus de las estrellas, ya que está entre las más luminosas del cielo, pero a diferencia de las estrellas, deambula sin rumbo fijo sin nunca alcanzar la cúspide. las tradiciones daban respuesta a los interrogantes; Venus era un cuerpo celeste compitiendo entre estrellas, o bien, una estrella expulsada.

    Este concepto se mantuvo en la astrología de la antigua Roma en la noción de la stella matutina (el ‘lucero del alba’) contrapuesto a la stella vespertina o el véspere (el ‘lucero de la tarde’) o “véspero”.

    En la tradición cristiana, Lucifer representa al ángel caído, ejemplo de belleza e inteligencia a quien la soberbia le hizo perder su posición en el cielo, transformándose en Satanás (Isaías 14). Esto se debe a la traducción de הֵילֵל בֶּן-שָׁחַר (Helel ben Shachar "el resplandeciente, hijo de la mañana" ) en Isaías 14:12. Para la versión griega Septuaginta fue Heōsphoros, hijo de la mañana, de manera similar, en la Vulgata fue, Lucifer, hijo de la mañana, en otros idiomas se usó Lucifer para «Helel», sin embargo, traducciones posteriores abandonaron Lucifer y se empezó a usar lucero,3​ por ejemplo, la Biblia de Jerusalén traduce "Lucero, hijo de la Aurora",4​ mientras la Reina-Valera traduce "oh lucero, hijo de la mañana".5

    Grecia y Roma

    Lucifer o Fósforo, representado como un niño alado que vierte luz de un frasco. Grabado de G. H. Frezza, 1704

    En la mitología romana, el nombre Lucifer se utiliza como un equivalente al dios griego Fósforo, Eósforo (Έωσφόρος, lucero del amanecer), hermano de Héspero (Ἓσπερος, lucero del atardecer).6

    Lucifer se personificaba como una figura masculina que portaba una antorcha y se decía que era hijo de Aurora y Cefalus ( Κέφαλος), padre de Ceyx". A menudo se presentaba en la poesía como el presagio del amanecer.6

    El mitógrafo romano del siglo II Pseudo-Hyginus escribió sobre el planeta:7

    "La cuarta estrella es la de Venus, Lucifer por su nombre. Algunos dicen que es de Juno. En muchos cuentos se registra que también se llama Hesperus. Parece ser la más grande de todas las estrellas. Algunos han dicho que representa al hijo de Aurora y Céfalo, que superó a muchos en belleza, de modo que incluso compitió con Venus, y, como dice Eratóstenes, por eso se le llama la estrella de Venus. Es visible tanto al amanecer como al atardecer, y tan propiamente ha sido llamado Luciferus y Hesperus. "

    En el período romano clásico, Lucifer no se consideraba típicamente una deidad y tenía pocos mitos, si es que tenía alguno,6​ aunque el planeta estaba asociado con varias deidades y a menudo personificado poéticamente.8

    El mito griego de Faetón, una personificación del planeta Júpiter,9​sigue un patrón similar.10

    En el Levante

    La diosa sumeria Inanna (Inanna Babilonia) está asociada con el planeta Venus, y las acciones de Inanna en varios de sus mitos, incluidos Inanna y Shukaletuda y el Descenso de Inanna al inframundo, parecen ser paralelos al movimiento de Venus a medida que avanza a través de su ciclo sinódico.11121314

    Un tema similar está presente en el mito babilónico de Etana. La Enciclopedia Judía comenta:

    El brillo de la estrella de la mañana, que eclipsa a todas las demás estrellas, pero que no se ve durante la noche, puede haber dado lugar fácilmente a un mito como el que se contó de Ethana y Zu: su orgullo lo llevó a luchar por el asiento más alto. entre los dioses estelares en la montaña norteña de los dioses ... pero fue derribado por el gobernante supremo del Olimpo babilónico ".15

    El motivo de la caída del cielo también tiene un paralelo en la mitología cananea. En la antigua religión cananea, la estrella de la mañana está personificada como el dios Attar, quien intentó ocupar el trono de Baal y, al descubrir que no podía hacerlo, descendió y gobernó el inframundo.1617

    El mito original pudo haber sido sobre el dios menor Helel tratando de destronar a Ēl, dios supremo cananeo, quien vivía en lo alto de una montaña.1819​ Según Hermann Gunkel, erudito alemán del Antiguo Testamento, el mito relata así: Un poderoso guerrero llamado Hêlal tenía la ambición de llegar a lo más alto del cielo, sobre las demás divinidades, pero primero tenía que empezar desde las profundidades; así retrató como una batalla el proceso por el cual la brillante estrella de la mañana no alcanza el punto más alto antes de ser desvanecida por el sol naciente.10

    Según William B. Eerdmans, escritor de libros cristianos y teológicos, considera que no se ha encontrado evidencia de ningún mito o imagen cananea de un dios arrojado por la fuerza del cielo,20​ y el Libro de Isaías refleja ideas tradicionales del pueblo judío posteriores que hacen eco del relato bíblico de Adán y Eva expulsados del paraíso y la imagen de los salmos.20

    Elohim está en la reunión de los dioses; en medio de los dioses, juzga.......Ustedes son dioses y son hijos del Altísimo, sin embargo, como hombres morirán, y como cualquier príncipe o tirano caerán.
    Salmo 82

    Uso del término en la Biblia

    La palabra latina lucifer, correspondiente al griego φωσφόρος, se usó como un nombre para la estrella de la mañana y, por lo tanto, apareció en la traducción de la Vulgata de la palabra hebrea הֵילֵל (helel), que significa Venus, como "el que es brillante o luminoso", en Isaías 14 (Isaías 14:12), donde la versión griega de la Septuaginta usa, no φωσφόρος, sino ἑωσἑωόρος. Como una traducción de la misma palabra hebrea, la Biblia del rey Jacobo dio "Lucifer", un nombre que a menudo se malinterpreta como una referencia a Satanás. Las traducciones modernas del mismo pasaje traducen la palabra hebrea como "lucero del alba", "lucero del día", o "lucero". En Apocalipsis 22 (Apocalipsis 22:16), a Jesús se le conoce como la estrella de la mañana, pero no como lucifer en latín, ni como φωσφόρος en el texto griego original, que en cambio tiene ὁ ἀστὴρ ὁ λαμπρὸς ὁ πρωϊνός (ho astēr ho lampros ho prōinos), literalmente: la estrella, la brillante, el amanecer.212223​ En el texto latino Vulgata de 2da de Pedro 1 (2da de Pedro 1:19), la palabra "lucifer" se usa para la estrella de la mañana en la frase "hasta que amanezca y la estrella de la mañana se levante en sus corazones", siendo la palabra griega correspondiente φωσφόρος.

    En el cristianismo

    La caída de Lucifer, ilustración de Gustave Doré para El paraíso perdido de John Milton.
    Los luciferinos, por Pierre Méjanel (1886)

    La primera vez que se cita el nombre de Lucifer es en un texto del profeta Isaías (Is 14.12-14) de la Vulgata de San Jerónimo (siglo V), traducción que él hace de la Biblia, del griego (Nuevo Testamento) y hebreo (Antiguo Testamento) al latín, para designar a la palabra Lucero. En este texto se vislumbra el antiguo relato del ángel caído:

    Español: "¡Cómo has caído del cielo, Lucero, hijo de la Aurora!

    ¡Has sido abatido a la tierra dominador de naciones!

    Tú decías en tu corazón: "escalaré los cielos; elevaré mi trono por encima de las estrellas de Dios; me sentaré en el monte de la divina asamblea, en el confín del septentrión escalaré las cimas de las nubes, seré semejante al Altísimo"24

    Latín: "Quomodo cecidisti de caelo, lucifer, fili aurorae?!

    Deiectus es in terram, qui deiciebas gentes!, qui dicebas in corde tuo: 'In caelum conscendam, super astra Dei exaltabo solium meum, sedebo in monte conventus in lateribus aquilonis; ascendam super altitudinem nubium,

    similis ero Altissimo'".25

    No obstante, además del sentido grecolatino del término, Lucifer ya era identificado por la tradición veterotestamentaria con una estrella caída, ya que en el lenguaje bíblico las estrellas representan a los ángeles.

    Otro texto del profeta Ezequiel también podría ser ilustrativo:

    "Hijo de hombre, entona una elegía sobre el rey de Tiro. Le dirás: Así dice el Señor Yahveh: Eras el sello de una obra maestra, lleno de sabiduría, acabado en belleza. En Edén estabas, en el jardín de Dios. Toda suerte de piedras preciosas formaban tu manto: rubí, topacio, diamante, crisólito, piedra de ónice, jaspe, zafiro, malaquita, esmeralda; en oro estaban labrados los aretes y pinjantes que llevabas, aderezados desde el día de tu creación. Querubín protector de alas desplegadas te había hecho yo, estabas en el monte santo de Dios, caminabas entre piedras de fuego. Fuiste perfecto en su conducta desde el día de tu creación, hasta el día en que se halló en ti iniquidad. Por la amplitud de tu comercio se ha llenado tu interior de violencia, y has pecado. Y yo te he degradado del monte de Dios, y te he eliminado, querubín protector, de en medio de las piedras de fuego. Tu corazón se ha pagado de tu belleza, has corrompido tu sabiduría por causa de tu esplendor. Yo te he precipitado en tierra, te he expuesto como espectáculo a los reyes. Por la multitud de tus culpas por la inmoralidad de tu comercio, has profanado tus santuarios. Y yo he sacado de ti mismo el fuego que te ha devorado; te he reducido a ceniza sobre la tierra, a los ojos de todos los que te miraban. Todos los pueblos que te conocían están pasmados por ti. Eres un objeto de espanto, y has desaparecido para siempre."
    Ez. 28.12-19

    Puede apreciarse que en un mismo mensaje tiene doble destinatario: va dirigido a Satanás pero también a un engreído rey humano. Aunque el mensaje va para el rey de Tiro, se dice que era ‘querubín protector’, que estaba en el Edén, pero luego fue “precipitado a tierra”... La soberbia fue lo que caracterizó todo el proceso de rebeldía. Satanás y los suyos pretendían asemejarse a Dios. Precisamente la soberbia es considerada como el más grave pecado (Proverbios 6:16-17 "los ojos altivos" encabeza la lista). De ella se derivaron todas las clases de perdición (Tobías 4:14). “Ciertamente la soberbia creará contienda…” (Proverbios 13:10; Habacuc 2:5).

    Puede resumirse que Lucifer era un ángel muy hermoso que por soberbia se rebeló contra Dios, queriendo ser como Él, y fue denigrado como castigo, junto con el ejército de ángeles rebeldes que arrastró consigo, siendo desde ese momento reconocido como un Ángel caído. Desde su rebelión es denominado "adversario" (en hebreo Satán -Satanás-).

    • Dicha caída es lo que se relata en el Génesis, cuando Satanás es simbolizado como "la serpiente".
    • Durante los tiempos antiguos -Antiguo Testamento- Satanás estaba en el ámbito terrestre (había perdido su condición de querubín celestial), pero podía retornar al cielo. El relato de Job permite esa deducción:
    “Y dijo el Señor a Satán: ¿De dónde vienes tú? Y respondió Satán: He dado la vuelta por la tierra”.
    Job 1:7; 2:2

    Siglos después, en tiempos de Jesús, estaba siendo juzgado (Jn 16:11), pero aún no había ocurrido lo fundamental. Jesús explica que el Reino de Dios tiene como fin contrarrestar "la autoridad y poder de Satanás". Para confinarlo en tierra (sin retorno al cielo) era indispensable el sacrificio de Cristo. Eso fue lo determinante.

    • “... la sangre del Cordero” determinó que “no tenga más lugar en el cielo”. (Apocalipsis 12 lo expresa en los versículos 11 y 8). Luego, la acción de arrojarlo por tierra es efectuada por el arcángel Miguel con sus ángeles. Las consecuencias de ese hecho se describen en Apocalipsis 12 versículos 7 al 11.

    Para el diablo, lo trágico es que si antes podía subir al cielo (Zac 3:1), desde el triunfo de Cristo ha perdido ese privilegio, o sea, no puede volver hasta aquel nivel como “acusador” (Ap 12:8). Por eso la alegría celestial:

    “alegraos, ¡oh cielos, y los que moráis en ellos! ¡Ay de los moradores de la tierra y del mar! porque el diablo ha descendido a vosotros, teniendo grande ira...”.
    Ap. 12:12

    Igualmente el gnosticismo considera a Satanás y a Lucifer dos personajes diferentes, siendo el primero un terrible demonio sin determinar y el segundo la sombra del logos, el divino tentador, el entrenador psicológico, aquel que pone a prueba al adepto para lograr la iniciación. [cita requerida] Esta definición dulcificada y otras similares según varios historiadores y teólogos católicos expertos en la materia, sirven para ocultar la verdadera identidad y propósito de Lucifer. Aunque afirmen que Satanás no es Lucifer, no dan ninguna definición clara del primero y las acciones de Lucifer que defienden siguen siendo las mismas que se narran en la Biblia, es decir, la rebelión contra Dios por soberbia y codicia, confirmando que esta teoría gnóstica es solo una forma de ocultar la verdadera identidad de Lucifer. Todas las creencias que se basan en el gnosticismo, como la New age, el esoterismo o la teosofía, se caracterizan por seguir el ejemplo de la rebelión de Lucifer y su caída en la soberbia, debido a que mediante la iniciación por grados o gnosis hacen creer al adepto que puede convertirse en un ser superior, alcanzando un estado casi divino, sin necesidad alguna de Dios.26

    En el cristianismo ambos conceptos son identificados con el Diablo (Apocalipsis 12,9). La diferenciación radica en que Lucifer es el nombre del "Príncipe de los demonios" como ángel antes de su caída; y el nombre de "Satán" o Satanás, el que adopta después. (Ya que "Lucifer" significa en latín "portador de luz", mientras que "Satán" es "adversario" en hebreo).

    Sin embargo, el sentido original de la palabra latina lucifer (equivalente al griego fósforos) es "aquel que porta la luz". Así era llamado el lucero matutino (el planeta Venus). La liturgia católica de la resurrección (Sábado Santo), en el pregón pascual (Exultet), compara a Cristo mismo resucitado que asciende al Padre en el alba del Domingo de Resurrección, con ese lucero (en latín lucifer):

    Flammas eius lucifer matutinus inveniat:
    Ille, inquam, lucifer, qui nescit occasum:
    Christus Filius tuus,
    qui, regressus ab inferis, 
    humano generi serenus illuxit,
    et tecum vivit et regnat in saecula saeculorum.
    

    TRADUCCIÓN:

    Que el lucero matutino lo encuentre ardiendo,
    Él, digo, lucero, que no conoce ocaso,
    Cristo tu Hijo resucitado,
    que volviendo del abismo,
    brilla sereno para el linaje humano,
    y vive y reina por los siglos de los siglos.
    

    Otras interpretaciones

    Rudolf Steiner, fundador de la antroposofía describe la potencia de Lucifer como algo que incita el humano a todas las exaltaciones, los falsos misticismos, el orgullo de elevarse sin frontera27​ y la de su opuesto Ahriman (equivalente de Satanás) como algo que incita al humano a las supersticiones materialistas.27

    Por lo demás, Lucifer forma parte también del panteón de deidades vuduistas, hecho este que hace ostensible, una vez más, el carácter sincrético de este culto.

    En los cultos satánicos, se considera uno de los demonios principales que conforma la falsa trinidad demoníaca junto a Belcebú y Leviathan, o bien por Lucifer junto a Semyazza y Samael. Sin embargo en otras tradiciones esta trinidad estaría conformada por Lucifer junto al anticristo y el falso profeta como contrapartida de la Santísima Trinidad.

    Véase también

    Referencias


  2. Definición Drae.com.

  3. Lucifer es el nombre romano del planeta Venus en sus apariciones matutinas, corresponde al nombre griego Fósforo "portador de luz" o Héspero "portador del amanecer".

  4. Biblia paralela

  5. Isaías 14:12 Biblia de Jerusalén.

  6. Isaías 14:12 Reina-Valera.

  7. "Lucifer" en Enciclopedia Británica.

  8. Astronomica 2. 4 (trans. Grant).

  9. Cicero, De Natura Deorum 3. 19.

  10. Cicero. De Natura Deorum. Project Gutenberg.

  11. Gunkel, Hermann (2006). «Isa 14:12–14». Creation And Chaos in the Primeval Era And the Eschaton. A Religio-historical Study of Genesis 1 and Revelation 12. Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company. pp. 89-90. ISBN 978-0-8028-2804-0. «… it is even more definitely certain that we are dealing with a native myth!».

  12. Marvin Alan Sweeney (1996). Isaiah 1–39. Eerdmans. p. 238. ISBN 978-0-8028-4100-1. Consultado el 23 December 2012.

  13. Cooley, Jeffrey L. (2008). «Inana and Šukaletuda: A Sumerian Astral Myth». KASKAL 5: 161-172. ISSN 1971-8608.

  14. Black, Jeremy; Green, Anthony (1992). Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia: An Illustrated Dictionary. The British Museum Press. pp. 108-109. ISBN 0-7141-1705-6.

  15. Nemet-Nejat, Karen Rhea (1998). Daily Life in Ancient Mesopotamia. Santa Barbara, California: Greenwood Publishing Group. p. 203. ISBN 978-0-313-29497-6.

  16. https://www.jewishencyclopedia.com/articles/10177-lucifer

  17. Day, John (2002). Yahweh and the gods and goddesses of Canaan. London: Continuum International Publishing Group. pp. 172-173. ISBN 978-0-8264-6830-7.

  18. Boyd, Gregory A. (1997). God at War: The Bible & Spiritual Conflict. InterVarsity Press. pp. 159-160. ISBN 978-0-8308-1885-3.

  19. Pope, Marvin H. (1955). Marvin H. Pope, El in the Ugaritic Texts. Consultado el 22 December 2012.

  20. Gary V. Smith (30 August 2007). Isaiah 1–30. B&H Publishing Group. pp. 314-315. ISBN 978-0-8054-0115-8. Consultado el 23 December 2012.

  21. Dunn, James D. G.; Rogerson, John William (2003). Eerdmans Commentary on the Bible. Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company. p. 511. ISBN 978-0-8028-3711-0. Consultado el 23 December 2012.

  22. «Revelation 22:16 Greek Text Analysis».

  23. «Revelation 22:16 Parallel Greek Texts».

  24. «ΑΠΟΚΑΛΥΨΙΣ ΙΩΑΝΝΟΥ 22 Stephanus Textus Receptus 1550».

  25. Isaías 14:12-14, esp.

  26. Isaías 14:12-14, lat.

  27. Bárcena, Dr. Alberto (2017). Iglesia y masonería. Las dos ciudades. SAN ROMAN. ISBN 978