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sábado, 19 de outubro de 2024

 

Ervas: salgueiro, teixo, mandrágora, cíclame, menta, cipreste, tamareira, gergelim, dente-de-leão, alho, carvalho, cebola.

 

Elementos: água e terra

Cores: preto, azul, vermelho, branco, dourado, cinza.

 

Pedras: ônix, turmalina negra.

 

Dia da semana: sábado ou segunda-feira

 

Mês do ano: Agosto

 

Dias de honra a Hécate:

31/01, 27/02, 04/03, 13/08, 21/09, 31/10, 01/11, 07/11, 16/11.

Festas de Hecate: Hécate era adorada tanto pelos gregos como pelos romanos, e tinham suas próprias festas dedicadas a ela. Segundo Ruickbie, os gregos guardavam dois dias consagrados a Hécate, um o 13 de Agosto e outro o 30 de Novembro. Os romanos consideravam o 29 de cada mês consagrado a ela.

 

Lua: minguante e nova (luas negras)

Associações: trabalhos psíquicos, mistérios e segredos profundos e escondidos, predição, feitiços e transes

Animais: mariposa, cão, loba

 

Hécate era uma divindade nocturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”.Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra.É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas “ceias de Hécate”.É conhecida como uma Deusa “escura” por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo.No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão.Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.

Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.

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Hekat, divindade egípcia simbolizada por uma mulher com cabeça de rã, é uma Deusa primordial. Aquela que surgiu no início dos tempos, na criação, e que fez parte dessa mesma criação. É a senhora dos pântanos, dos lagos, da gestação (da lama primordial (união da terra e da água), e por isso das águas uterinas. A rã é uma figura representativa de fertilidade e abundância, encontrada não só na mitologia egípcia, mas amplamente em muitas outras. Ela é a grande parteira, a que dá à luz e abençoa a gestação. Simultaneamente, tal como a rã, representa também a terra, o útero e sepultura de todos os seres. Assim, é a senhora das passagens (encruzilhadas), a que traz a vida, a morte, as transformações. A curandeira, a que, tal como a água e a terra regenera, cura, e transmuta a vida em morte e a morte em vida.

Estes ciclos são não apenas físicos, mas psíquicos. Ela mergulha para dentro do pântano, levando-nos com ela, até à suavidade da lama, à escuridão profunda das águas. Aí, deixamos partir e transformar-se o que tem de morrer, e renascemos, dando à luz novos aspectos de nós mesmos, regressando à superfície em flor, como o lótus enraizado no fundo do lago, alimentando-se desta mesma lama e escuridão, e que surge luminoso, aberto e perfumado à superfície das águas. Ela é a senhora da Magia, a grande sábia, que vê além do visível, é, por isso, e uma vez mais ligado ao elemento água, a senhora dos sonhos, do subconsciente e das emoções profundas. No entanto, ela é clarividente, ela vê simultaneamente o visível e o invisível, e é desta supra percepção que ela concede a sua bênção, muitas vezes da forma menos e evidente, mas com sentido mais profundo.
Hécate, como é chamada mais tarde na Samo-Trácia, torna-se nesta zona uma grande deusa, com todas as características anteriormente referidas excepto a cabeça de rã. Aqui, ela é simbolizada pela Lua, a Terra e a noite primordial onde tudo tem origem e a onde tudo regressa. Esta noite primordial é muitas vezes mencionada em várias tradições de meditação, que se referem ao ser humano e à existência como a noite por onde passam planetas, astros, noites e dias, mas que se mantém a íntegra essência, para além e na origem de todas as coisas.


Na Grécia, Hécate é a Deusa- Tripla Lunar, incorporando as características de Virgem (quarto crescente), Mãe (Lua Cheia) e Anciã (minguante). Surge assim associada a Artémis (quarto crescente, a caçadora, a que alivia as dores, a justiceira, a parteira), Selene (a Lua cheia, a Mãe, a que dá à luz, nutre e cuida). Das três apenas Artémis era uma Deusa principal.

Hécate surge também ligada a Perséfone (virgem) e Deméter (Mãe).

Perséfone é a amada filha de Deméter. Enquanto colhia flores num prado, a jovem donzela é raptada por Hades, senhor do sub mundo, que a mantém secretamente cativa, levando a que sua mãe, Deméter, deambule em desespero por toda a Terra. Senhora dos cereais e alimento, a grande mãe Deméter, mortificada pela sua tristeza, priva todos os seres de alimento, uma vez que nada mais nasce da terra. Hécate auxilia então Deméter, pois sendo a sábia, ela é a testemunha, ela observa tudo o que acontece, e a partir desta contemplação, ela aconselha, e a acção acontece. Assim, Deméter sabe por Hécate o sucedido a Perséfone. Zeus, que havia autorizado este rapto a seu irmão, decide então interferir uma vez que a privação de alimento aos seres vivos se torna insuportável. É feito um julgamento no Olimpo, onde é decidido que Perséfone pode regressar para junto de sua mãe, desde que não tenha ingerido nenhum alimento nos infernos. Porém, Perséfone comeu alguns bagos de romã (fruto associado às travessias do espírito), e assim, passa duas partes do ano à superfície, junto da Mãe (quando a terra floresce), e duas partes no sub mundo, junto de Hades, que se torna seu esposo (quando a terra cessa de florescer e aguarda).

Apesar de ser uma presença bastante secundária e apenas referenciada, neste mito, encontramos a essência de Hécate, tal como foi cultuada previamente na Trácia. Ela é aquela que atravessa o sub mundo. Este reino representa a escuridão, as trevas, é o reino da morte e dos mortos, dos nossos instintos básicos, sonhos, comportamentos inconscientes, o reino das experiências dolorosas, das dúvidas, mas também o reino da escuridão profundamente transformadora, como a escuridão do ventre que gera a vida. Assim, Perséfone, a partir das suas experiências de dor, torna-se a guia, a que orienta e aconselha aqueles que fazem a sua travessia pelo sub mundo. Deste modo, deixa de ser virgem e passa a ser simultaneamente a Mãe e a anciã.


«A mãe dá à luz a filha, e a filha dá à luz a Mãe». Perséfone cresce, amadurece, e liberta a sua mãe do elo de dependência e apego que as unia, libertando-se simultaneamente a si mesma. Ambas entram numa nova fase de vida psíquica Em algumas versões do mito, Perséfone desce ao sub mundo gritando e em pranto, mas antes de regressar à superfície aceita de livre vontade comer alguns bagos de romã garantindo assim o seu regresso. Através desta experiência violenta, ambas entram numa nova fase de vida psíquica, mudando de arquétipo. Isto é o que acontece durante a adolescência, quando o mundo interior se mostra, levando a jovem a ter perspectivas de vida diferentes das anteriores e impondo o derradeiro corte do “cordão umbilical” de forma muito definitiva. Frequentemente, é um processo simultaneamente doloroso para a Mãe e para a filha (o), mas também muito necessário, uma vez que ambas se tornam independentes e a relação pode evoluir num sentido de partilha e amizade. Muitas vezes, Demeteres obstinadas recusam este processo, e Perséfones frágeis vivem esta fase de trevas por um longo periódo que pode prolongar-se indefinidamente pela vida adulta.


O arquétipo da Mãe não se refere somente a maternidade física, mas também à mulher que cura, que transforma. O arquétipo da Mãe pode ser o de mulheres artistas, cujos filhos são as suas obras de arte, de médicas e enfermeiras, que dedicam a vida a curar os outros, de místicas, ou de qualquer mulher que apoie e guie os outro directa ou indirectamente. O arquétipo da mística e da artista cruzam-se também com os da virgem e da anciã, uma vez que exploram territórios virgens de si mesmas, e criam através desta experiência, abrindo as portas da percepção, oferecendo orientação de forma directa ou indirecta, a partir das suas acções ou pela inspiração que as suas obras despertam. Frequentemente, são mulheres solitárias, viajando, tal como faz a anciã, pelos terrenos mais inóspitos da psyche, compreendendo a sua natureza, e permitindo que os ciclos de renovação tenham lugar.


Nesta passagem, Perséfone torna-se madura e sábia, deixa de ser a vítima e passa a ser a testemunha, a que observa e auxilia, e é ela quem orienta as almas dos mortos e perdidos (desde os que passam por uma fase de transição nas suas vidas, até dissidentes e criminosos), tornando-se Hecate. Na verdade, estas três deusas são uma apenas, tal como a lua tem quatro fases, sendo apenas uma. A quarta fase da Lua é a lua oculta, e por isso não presente no mito, a fase negra e secreta onde se dá a transformação da vida em morte e da morte em vida.
Hécate é, por isso, a senhora das encruzilhadas. Ela tem três reinos, a todos conhece mas não domina nenhum (na mitologia grega estes reinos são posse de figuras masculinas, uma adulteração do mito trácio original) : os céus, a terra e o sub mundo, ou a terra, o oceano (que representa o submundo, uma vez que é o reino das emoções, sonhos e inconsciente) e os céus. Ela está para além da posse ou do ego, ela é a sábia, a anciã, a senhora do visível e do invisível (Magia e profecia), o útero, a sepultura, a alquimia. Ela é a Mãe Negra (sub mundo, conhecimento profundo, magia), a Mãe Vermelha (passagens, mistérios do sangue, parteira), e a Mãe Branca (sabedoria, pureza, compaixão). Ela aguarda na encruzilhada e observa: três vias, o passado, o presente, e o futuro. Ela não se precipita, fica na encruzilhada e observa, o tempo que for preciso, até uma direcção ser tomada. Ela não escolhe a direcção, nós escolhemos. Ela oferece apenas a sua sabedoria e profunda visão. Sendo a testemunha, aquela que observa, ela é muitas vezes invisível, representando a unidade invisível, para além de todas as coisas e acções, e a sua parte essencial (a definição de Tao).


É frequentemente representada com uma reluzente cabeleira de estrelas, com a Lua ornando-lhe a fronte, ou com a capa negra da noite. È por vezes representada pela figura da velha caminhante, disfarçada na figura da mendiga que percorre caminhos (peregrina). Surge também representada com três cabeças e três pares de braços, cada cabeça olhando numa direcção diferente, segurando nos braços três tochas, uma chave, uma corda e um punhal. Representando a clarividência, a que ilumina e observa em todas as direcções, a que abre e atravessa todas as portas, o cordão umbilical, a parteira, mãe, e senhora da ressurreição e regeneração, e a faca, o poder ritual, a capacidade de pôr fim, de ver para além das ilusões. Surge associada a duas combinações de três animais: o cão, a serpente e o leão, bem como o cão, o cavalo e o urso. Surge também associada à rã, à coruja e ao lobo. É o arquétipo de La Loba, da osseira, da trapeira, que recolhe ossos e trapos reconstruindo-os para voltar a dar-lhes vida.


As suas árvores são o teixo, o amieiro, o choupo e o cipreste, as suas ervas alfazema, arruda e artemísia. Estas plantas são associadas a Hécate enquanto senhora dos portões entre o mundo dos vivos e o mundo subterrâneo das sombras. O teixo e o cipreste estão associados à imortalidade, intemporalidade e eterna juventude, sendo a morte encarada como passagem transformadora e não fim assustador e definitivo (esta significação tem origem na própria terra que dá vida, dá a morte e transforma os frutos caídos em alimento, fazendo renascer as sementes que guardam no seu núcleo). A alfazema está associada à transformação e cura, a arruda à purificação e transmutação, a artemísia á purificação, clarividência, sonhos e profecia.
Hécate é uma das figuras mais ignoradas na mitologia grega, onde surge apenas mencionada nos mitos de Perséfone e Deméter. É uma das figuras posteriormente mais incompreendidas e negativizadas. Com a implementação do patriarcado, passou de sábia bruxa a feiticeira temida, de anciã a velha assombrosa. A morte transformou-se de passagem natural em algo de temido, o sub mundo dos sonhos e experiência emocionais tornou-se um inferno incandescente. Os seus poderes mágicos, associados à profunda manifestação da espiritualidade, ciclos e sabedoria feminina, bem como a conexão com a terra e ciclos da natureza foram oprimidos, condenados e suprimidos. O lobo passou a ser um animal demoníaco, a serpente tentou Eva, e é esmagada sob os pés de vários santos cristãos, “grande cadela”, um dos seus epítetos, passou a ser um insulto feroz. As parteiras forma gradualmente desaparecendo, sendo milhares de mulheres queimadas nas fogueiras pelos seus conhecimentos, e ainda hoje a parteira é alvo da desconfiança geral. A anciã tornou-se a velha, a mulher na terceira fase da vida, sendo inútil ou louca. Na sociedade actual, frequentemente, a velha não tem lugar, está a mais. A virgem passou a ser a única figura feminina louvada, sendo a concepção e o sexo, outrora supremamente sagrado, tidos como pecados, sendo a mulher o seu veículo maior. O corpo redondo da mãe e experiente da velha tornou-se anti estético. A Magia, manifestação e vivência da espiritualidade feminina individual ou em grupo, com ou sem doutrina específica definida tornou-se alvo de temor, e consequente perseguição.
Outro aspecto de Hécate que a tornou temida nas sociedades patriarcais, é o facto de ser uma Deusa viajante e sem consorte, independente, íntegra, sábia mas sem nenhum relacionamento com a figura masculina.

Hoje, assistimos ao ressurgimento de Hécate, a partir de muitas gerações de activistas femininas que tornaram possível afirmarmos actualmente que não somos feministas. A sua acção foi extremista, mas extremamente necessária para a liberdade que hoje temos, e que toma sentidos crescentemente mais profundos. Resgatamos a Lua que nos inspira, a terra que pisamos, os ciclos que vivemos. A glorificação das nossas experiências e do nosso mundo interior manifestado de forma livre e sábia.

Hoje, as Deusas e o seu manancial de crescimento interior são resgatadas, por milhares de mulheres, que desde o último século reivindicam a sua espiritualidade, a sua individualidade e o seu direito a serem plenamente mulheres e a aceder ao sagrado feminino dentro de si e à sua volta, regressando forças adormecidas, mas tão poderosa e inspiradoras, como o são cada Mulher, cada Deusa.

 

 

Lilith

Lilith é provavelmente o demónio feminino mais conhecido nos círculos do oculto, e também provavelmente um dos mais temidos seres espirituais.

Lilith encontra-se amplamente retratada nas lendas e mitologias hebraicas, tendo sido na antiguidade um dos mais temidos anjos negros, o demónio feminino tão terrivelmente receado que o seu nome não era sequer invocado.

Lilith foi a primeira mulher criada pela mão de deus, mesmo antes de Eva. Lilith foi por isso a primeira esposa de Adão.

Contudo ao contrário de Eva que foi criada a partir da costela de Adão, Lilith foi gerada do mesmo barro que Adão, e por isso era um ser em pé de igualdade com Adão.

Por assim ser, Lilith era um ser feminino independente e á mesma escala de Adão, o que que desagradou ao seu esposo humano.

Lilith era livre, irresistivelmente bela e cheia de luxúria, sendo que se recusava a sujeitar sexualmente a Adão, ou sequer e submeter á sua suposta superioridade, ( Lilith recusava-se a ficar debaixo de Adão durante o coito, sendo que Adão não aceitava essa posição de inferioridade do macho ), o que muito desagradava ao primeiro homem.

Farta do machismo dominador de Adão,  Lilith abandonou o Paraíso e fugiu para o Mar Vermelho, onde em viveu em liberdade. Lilith ali conheceu e manteve relações com diversos demónios.

Ao perceber que a sua esposa tinha fugido, Adão chorosamente pediu ajuda a Deus. Deus ouviu os lamentos de Adão, e enviou três anjos para ir buscar Lilith ao mar vermelho e faze-la regressar para junto do seu esposo.

Quando os 3 anjos encontraram Lilith, ela  maliciosamente respondeu que já não poderia regressar ao paraíso para viver na companhia do marido, pois já tinha desgraçado a sua honra d esposa nas suas prostituições com os demónios.

A resposta era inegavelmente verdadeira, e não havia como negar que as regras de Deus haviam sido violadas. Lilith usou as regras do Criador em seu proveito com inteligência, conseguindo assim manter a sua liberdade.

Lilith continuou assim a viver com os demónios, prostituindo-se com eles e dando origem a filhos igualmente demoníacos.

lilith_sucubus

Adão ficou só, e Deus achou que isso não era bom.

Assim, segundo algumas tradições mitológicas hebraicas, foi então criada Eva.

Como conta o Livro de Génesis, a historia não ficou por aqui. Também Eva foi seduzida por Lúcifer, e algumas correntes teológicas defendem que dessa relação nasceu Caim.

Certas mitologias dizem também que verdadeiro o motivo que levou Lilith a abandonar o paraíso foi ter-se apaixonado por Samael, o anjo da morte. Samael deu-lhe a conhecer o prazer de Adão não era capaz de oferecer. Lilith, enquanto um ser feminino de grande luxúria, apaixonou-se irremediavelmente pelo anjo. Em troca das relações sexuais, o anjo deu a Lilith não só o nome secreto de Deus, como também toda a sabedoria mística e magica.

Foi com o poder que deriva do nome de Deus que Lilith obteve a chave para sair do paraíso e fugir a Adão, ao passo que foi com a sabedoria da magia negra que Lilith conseguiu invocar os demónios com quem se prostituiu, e assim conseguiu grande e terrível poder sobrenatural.

Lilith foi por isso a primeira bruxa da humanidade, e é a padroeira de todas as bruxas.

Ao contrário de Eva que morreu como um ser humano mortal, Lilith alcançou a imortalidade tendo casado com Samael, ao passo que tornando-se amante de Lúcifer.

Lilith é um demónio feminino de uma irresistível beleza, sendo que rezem certas mitologias hebraicas e gnósticas, que Lilith é uma das 5 amantes de Lúcifer.

Mais que isso, Lilith é a concubina preferida de Lúcifer.

Outras mitologias apontam Lilith com a esposa de Samael, aquele que é o anjo da morte. Samael encontra-se referido indirectamente na Bíblia, no II Livro de Samuel, sendo que o seu nome significa «a ira de Deus», ou o «veneno de Deus».

Consta em certas tradições místicas hebraicas, que Deus aceitou o casamento entre Lilith e Samael, sendo que em virtude desse matrimónio, transformou Lilith, ( a primeira mulher criada por Deus), de mera humana mortal em anjo caído e imortal.

Contudo, Deus castrou o anjo Samael como forma de eterna punição pela transgressão de ambos, porquanto Lilth era humana quando Samael a possuiu, e as relações carnais e amorosas entre anjos e mulheres são proibidas pela Lei de Deus – veja-se que segundo o livro de Enoch, o dilúvio sucedeu porque um grupo de 200 anjos desertou do céu e casou com mulheres, possuindo-as e tendo com elas filhos que povoaram a terra, aqueles chamados de nefilins.

Segundo a etimologia judaica vulgar, o nome Lilith deriva de «Layil», que significa «noite». O mesmo nome, de acordo com as tradições assírio -babilónicas, significa «demónio feminino» ou «espírito dos ventos». Na antiguidade, Lilith foi igualmente associada ás deusas lunares, e consequentemente tanto ao mundo dos espíritos ou dos mortos, como ao mais temível poder da magia negra.

Em certos círculos ocultistas, Lilith é uma das entidades espirituais mais invocadas para presidir a rituais e celebrações de magia negra, da mesma forma que entidades como pomba gira, são regularmente conjuradas em trabalhos espirituais de magia vermelha. Também de acordo com certas teses ocultistas, para alem de padroeira das bruxas, Lilith é igualmente tida como a responsável pela reencarnação das bruxas, concedendo ás que são do seu agrado a vida eterna, intercedendo junto de Lúcifer para que a imortalidade seja concedida ás suas seguidoras predilectas.

 

 

 

 

Alguns Deuses do Panteão Greco-Romano

 

HECATE

Deusa filha dos titãs Perses e Astéria. Acreditava-se que nas noites de lua nova, ela aparecia com sua horrível matilha de ferozes cães fantasmas diante dos viajantes que por ali cruzavam. Ela enviava aos humanos os terrores nocturnos e aparições de fantasmas ou espectros. Também era considerada a deusa da magia e da noite, mas em suas vertentes mais terríveis e obscuras. Era também associada à deusa Perséfone , a rainha dos infernos, lugar onde Hécate vivia.

Dada a relação entre os feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da Antiga Grécia prestavam-lhe oferendas de cordeiros e cães negros no final de cada lua nova. Era representada com três corpos e três cabeças ou um corpo e três cabeças.

Hécate era senhora dos ritos e da magia negra. As três faces passaram a simbolizar seu poder sobre o mundo subterrâneo, onde morava, ajudando à deusa Persefone.

CIRCE

Circe, filha de Hécate, era uma deusa que tinha como característica principal a sua capacidade para a ciência da feitiçaria. Era capaz então de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo habitava num palácio encantado, cercado por lobos e leões que na verdade era seres humanos enfeitiçados.

ZEUS

Zeus era deus grego supremo e senhor do céu. Zeus era filho mais novo de Cronos e Réia. Zeus foi também conhecido entre os romanos pelo nome de Júpiter. Segundo a mitologia Greco-Romana,, durante muito tempo quem Urano governou a Terra de forma tirânica. Urano foi deposto por Cronos, seu filho. Então Urano, em vingança, profetizou que Cronos também seria destronado por seu próprio filho.Cronos, temendo a maldição, passou a devorar vivos os próprios filhos, logo que estes nasciam. Vários bébés tiveram esse destino ás mãos desse pai receoso e atormentado com a maldição do seu antecessor Urano. Réia, contudo, não conseguiu deixar que todos os seus filhos fossem brutalmente assassinados pelo pai, pois amava os seus filhos. Assim, após dar a luz um menino, Réia enganou o marido, dando um pequeno cavalo a Cronos. Este, ansioso por se proteger da profecia, devorou o animal sem perceber o ardil. Réia levou o filho salvo para um local seguro, dando-lhe o nome de Zeus , que significa, «o tesouro que reluz»

Com Hera, sua esposa, Zeus foi pai de Hefesto, deus do fogo; de Hebe, deusa da juventude, de Ares, deus da guerra ; de Ilítia, deusa dos partos. Antes de desposar Hera, foi pai de Atena, com sua primeira esposa Métis. Entretanto, com a sua irmã Deméter, foi pai de Perséfone.

Apesar de casado com Hera, Zeus tinha inúmeras amantes, denominadas as paixões de Zeus. O maior de todos os deuses usava dos mais diferentes artifícios de sedução, como a metamorfose em qualquer objecto ou criatura viva, sendo alguns dos mais famosos um cisne, ( de Lena), e um touro ,(de Europa.) Assim sendo, teve inúmeros filhos ilegítimos, fosse com deusas, fosse mesmo com muitas mulheres mortais. Os filhos de Zeus com mulheres nortais tornaram-se proeminentes figuras na mitologia grega, nomeadamente Hércules e Helena.

DIONISIO – BACO

Dionísio é filho de Zeus e da princesa Semele, sendo o único deus que é filho de uma mortal.Dionisio é o deus grego equivalente a Baco, no panteão romano, deus das festas, do vinho e do lazer.

Hera, esposa de Zeus, possessa de ciumes devido ás inúmeras traições de Zeus, tomou conhecimento da gravidez de Semele. Hera dirigiu-se-lhe e discutiu com Seleme sobre a paternidade do filho por nascer. Num acto de crueldade e lançando-lhe uma armadilha, Hera desafiou Semele a pedir ao seu amante que viesse ter com ela vestido em todo seu esplendor, tal como anda no Olimpo, . Semele assim pediu que Zeus atendesse a um pedido seu, sem este saber qual seria. Zeus concordou, apenas para se arrepender logo depois. No entanto, não podia voltar com a sua palavra atrás. Zeus então apareceu a Semele vestido com as suas vestes celestiais, e o corpo mortal de Semele não foi capaz de suportar todo aquele esplendor. Semele foi fulminada e o seu corpo transformou-se em cinzas. No entanto Zeus queria salvar o seu filho, e Dioniso passou parte de sua gestação na coxa de seu pai. Quando completou o tempo da gestação, Zeus o entregou-o em segredo a Ino (sua tia) que passou a cuidar da criança com ajuda das híades, Deusa das horas e das ninfas.

Depois de adulto, descobrindo que o filho de Selema e Zeus estava vivo, a fúria vingativa de Hera caiu sobre Dioniso, levando-o á loucura. Assim, meio enlouquecido, meio amnésico, Dionísio vagueou pela terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Réia o cura-o da sua loucura e amnésia, e Sileno ensina-lhe a cultura da vinha e o fabrico do vinho.

Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da uva, e assim o povo passou a adora-lo como deus do vinho.

Dioniso puniu quem quis se opor a ele e triunfou sobre seus inimigos, além de se salvar dos perigos que Hera estava sempre colocando no seu caminho.

Eram-lhe consagrados: a pega, o bode a lebre.

Às sua sacerdotizas, chamavam-se e bacantes, nome derivado de «Baco».

É considerado também o deus protector do teatro. Em sua honra faziam-se as festas dionisíacas

HADES

Hades era o Deus que reinava sobre os mortos. Nessa tarefa, o rei do reino dos mortos era ajudado por outras divindades, leia-se: Hécate, as Fúrias, as Parcas, as Harpias, a Morte, o Sono, as Górgonas.

Hades era também o presidente do Tribunal que julgava as almas que lá chegavam, auxiliado por Minos, Eaco e Radamanto. Se as almas fossem condenadas eram atiradas ao Tártaro, se absolvidas eram encaminhadas aos Campos Elíseos ou Ilha dos Bem Aventurados.

Hades era um deus de poucas palavras, e o seu nome inspirava tanto receio que poucos usavam pronuncia-lo. Era descrito como frio, austero, impiedoso e insensível a quaisquer preces ou sacrifícios que lhes fossem oferendados. Com Hades não havia dialogo, nem sequer adoração que o demovesse de cumprir as suas intenções. Hades era distante e intimidava todos que se lhe cruzavam. As invocações Hades acabavem por ser feitas com recurso a cognomes eufemistas , nomeadamente «O Ilustre» ou «O bom conselheiro». Júpiter, Netuno e Plutão partilharam entre si o império do universo. Júpiter era senhora do céu e da terra. Netuno era senhor do reino dos mares e Plutão ( ou Hades), era senhor das profundezas, dos subterrâneos, dos infernos.

Plutão na mitologia Romana estava associado e Hades, e era o Deus das riquezas, pois nas profundidades das terras residem as grandes riquezas. Pois entre os Gregos, este Deus estava também associado aos subsolos pois era Hades quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Em qualquer casos, era sempre um Deus relacionado com as riquezas e prosperidade, o que era irónico, atendendo a que era igualmente o Deus da morte e da condenação. Por isso, possuía títulos igualmente irónicos. Senão, veja-se que ele era igualmente conhecido como «Hospitaleiro» , pois havia sempre lugar para mais uma alma no seu reino dos mortos, que nunca fechava para férias nem rejeitava «hospedes».

Ao contrários do que comummente se pensa, Hades não é o deus da morte, mas sim da «vida após a morte». Marte é na verdade o Deus relacionado com as guerras e com a morte. Hades raptou Perséfone, filha de Demeter, a quem tomou como esposa

FURIAS

As Erínias dos Gregos ou as Fúrias dos Romanos eram personificações da vingança, semelhantes a Nêmesis. As Furias castigavam os mortais, ao passo que Nemesis punia os deuses.

As fúrias residiam nas profundezas do reino de Hades, onde torturavam as almas pecadoras que eram julgadas por Hades e Perséfone. Nasceram de gotas do sangue, possuíam asas de morcego e cabelo de serpente.

As Fúrias eram deusas cuja a missão era castigar os crimes cometidos pelos humanos, especialmente os crimes de sangue. Quem derramava sangue, era punido e condenado a ser torturado por aquelas que nasceram do sangue, que viviam do sangue, que bebiam o sangue.

Das fúrias, diz-se também que eram filhas de Nyx, a Deusa da noite.

NYX

Nix era uma divinidade feminina que personificava a noite. Em certas tradições, todo universo e todos os Deuses nasceram do Ovo Cósmico de Nyx.

Nix tanto é vista como uma divindade boa e que se manifesta na beleza da noite, como é vista como terrível fonte de maldições, fonte dos terrores nocturnos, Deusa da Morte e rainha do mundo das trevas. Era comummente aceite que Nyx possuía um dom profético, mas mais importante, ela possuía o segredo da imortalidade dos Deuses. Por isso, ela era temida até mesmo pelos Deuses, pois possuía a capacidade de retirar a imortalidade a um Deus e transforma-lo num mero humano.

APOLO Apolo era um Deus relacionado com o culto do Sol , assim como Selene, ( sua irmã), era identificada com o culto da Lua. Apolo é também o deus da cura das doenças, sendo

que se verenada esta divindade com a finalidade de obter a cura de diversas doenças. Dizia-se que Apolo curava pessoas , ou melhor, comunicava com pessoas revelando a cura da doença, através do sono e dos sonhos.

Por esta forma de comunicação altamente poderosa, Apolo foi também considerado o Deus da profecia, sendo-lhe atribuídos inúmeros oráculos, sendo o mais famoso deles e Oráculo de Delfos, o mais importante de toda a antiguidade.

Mas se Apolo era o Deus da cura, era igualmente o Deus da doença, podendo espalhar de forma devastadora todo o tipo de enfermidade e praga pelos humanos. Nesse seu lado obscuro, Apolo é tido como o Deus das pragas, dos ratos e dos lobos.

Apolo estava associado ao loureiro, sendo que se dizia que os sacerdotes do seu culto sacerdotes mastigavam loureiro para dizerem as profecias. As coroas de louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que tinha conseguido algo extraordinário, superando-se a si mesmo, o que correspondia ao ideal grego simbolizado por este jovem deus. As coroas de louro continuaram ao longo da historia a simbolizar a vitoria, mas alguns ignoram que advem de Apolo.

AFRODITE

Afrodite era a deusa grega do amor, do sexo, da regeneração e da beleza corporal

Afrodite, também vista como Vénus pelos Romanos e a adorada Astarte dos tempos de Salomão, possuía uma beleza irresistível. Isso causava imensas disputas entre os Deuses, o que irritou Zeus. Por esse motivo, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, que a oferendou com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Contudo, talvez não fosse o gesto mais inteligente vindo da parte do marido de Vénus, pois quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos. Afrodite recusava-se ao seu papel de esposa domestica, e as suas aventuras amorosas forma ardentes e muitas, apesar do casamento ordenado por Zeus.Afrodite teve diversos filhos de diversos Deuses, nomeadamente com Dionísio, Hermes, Ares, etc.

Afrodite amou e foi amada por muitos deuses, mas também por muitos mortais. Dos seus amantes mortais, o mais famoso foi Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que era igualmente sua rival neste trio amoroso.

PERSEFONE

Perséfone é normalmente descrita como uma mulher de cabelos claros, dona de estonteante beleza Por ela muitos homens se apaixonaram, entre eles, Adônis. Foi por causa de Adónis, que Perséfone se tornou rival de Afrodite, pois ambas disputavam o amor do jovem.

Na mitologia grega, Perséfone ou Coré corresponde à deusa romana Proserpina ou Cora. Era filha de Zeus e de Deméter e deusa da agricultura, tendo nascido antes do casamento de seu pai com a deusa Hera.

Quando a sua irresistível beleza se fez ver logo na adolescência, o deus Hades apaixonou-se por ela e pediu-a em casamento. Zeus, o irmão de Hades e pai de Persófone, não auferiu de imediato o pedido e Hades, cheio de paixão e não desejando esperar mais tempo, emergiu da terra e raptou-a levando-a para o seu reino no mundo subterrâneo, desposando-a e fazendo dela sua rainha.

Mas também outro motivo era porque Afrodite tinha inveja de sua beleza. Embora Adônis fosse seu amante, o amor que Perséfone sentia por Hades era bem maior. Os dois tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com excepção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos.

Entre muitos rituais atribuídos à entidade espiritual, cita-se que ninguém poderia morrer sem que a rainha do mundo dos mortos lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida. Era ela que presidia aos funerias. Era ela também que podia fazer perder objectos, ou ajudar a encontra-los.

Tal era a beleza de Persefone, que Zeus, (seu pai), fez amor com a própria filha, sob a forma de uma serpente.

ADONIS

Adônis, nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras manteve com sua filha Mirra. Era um jovem de grande beleza e por isso, Afrodite, a deusa do amor, da beleza e da sensualidade, apaixonou-se por ele; no entanto, Ares, o deus da guerra e amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa , decide atacar Adônis, enviando um javali para matá-o; O jovem morto desceu então ao mundo subterrâneo, onde governava, ao lado de Hades. No entanto, Perséfone, esposa de Hades e rainha do inferno, também se apaixonou por Adónis. Aqui começou uma rivalidade e uma disputa sem igual entre 2 deusas: Afrodite e Perséfone. Ambas as Deusas chegaram a um acordo, segundo o qual Adônis passaria seis meses no inferno com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. No entanto o acordo foi desrespeitado, e novos conflitos surgiram, obrigando Zeus a intervir e a decretar que Adónis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Há quem defenda que o nome Adónis esta associado ao nome Adonai, expressão hebraica referente a Deus e que significa «senhor», ou «meu senhor», ou «Soberano Senhor»

ARES – MARTE

Filho de Zeus e de Hera, Ares era o deus grego da guerra. Correspondia ao Deus Romano Marte. Ares era amante de Afrodite, deusa grega do amor e da beleza.

Ades era retratado pelos Gregos como alto e bonito, no entanto igualmente vaidoso e cruel. Ares era muito temperamental, entrava em guerra pelo mais inconsequente motivo e o derramamento de sangue estava-lhe associado.

SELENE

Selene é a deusa grega da lua, era filha de Hipérion e Tea, tendo como irmãos, a deusa Eos , e o deus Hélios.

Selene apaixonou-se por um mortal, um pastor, cujo nome era Endymion. A deusa da lua viveu um grande e ardente amor com este mortal. Desses amor e relacionamento sexual, nasceram cinqüenta filhas. No entanto, Endymion era mortal, e Selene confrontada com essa realidade, perecebeu que mais cedo ou mais arde o seu amado iria envelhecer e morrer. Não conseguindo lidar com esse facto, Selena assegurou que Endymion permanecesse eternamente jovem, mergulhando-o num sono eterno. Assim, o belo humano viveria sempre, dormindo com a mesma aparente idade.

HERA

Hera era irmã e esposa de Zeus. Era ciumenta e agressiva, perseguindo implacavelmente tanto as amantes de Zeus , como os filhos que resultavam de tais relacionamentos. Hércules destruiu os seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Depois disso, ele foi aceite como deus do Olimpo

ALEXANDRE O GRANDE

Alexandre o Grande ficou ma historia do oculto como um dos semi-deuses que habitaram este mundo terreno.

Alexandre o Grande era, legitimamente filho de Filipe II da Macedónia e de Olímpia de Épiro. No entanto , acreditava-se que na verdade Alexandre era filho de Olímpia e Zeus.

Olímpia era uma mística, tanto ardente adoradora do deus Dionísio e dos seus cultos de teor sexual como praticava as mais obscuras e poderosas artes da magia negra. Olímpia era temida, e fez saber desde cedo que o verdadeiro pai do seu filho Alexandre era Zeus, conferindo ao jovem uma condição divina de semi-deus.

Até mesmo Filipe II também temia a sua própria consorte, sendo que certa vez ao entrar nos aposentos da rainha, a encontrou fazendo sexo com uma serpente branca. Filipe II ficou cheio de pavor, pois naqueles tempos era sabido que Zeus podia manifestar-se em varias formas físicas, e uma delas era uma serpente. O monarca começou a interrogar-se sobre a veracidade dos boatos que diziam que Alexandre era filho de Zeus e consultou o Oráculo de Apolo para saber a verdade. A resposta foi que Filipe deveria respeitar o filho, pois grandes conquistas estavam-lhe destinadas e era Zeus que as garantia. Não foi uma resposta directa, mas serviu para que Filipe II entendesse a mensagem.

A relação de Alexandre com a sua mãe era de tal forma intima e poderosa, que se diz que ambos tinham relações sexuais, o que de resto se enquadra nas praticas religiosas bacantes que Olímpia praticava e nas quais educou o seu filho. Aliás, Olímpia não se inibia de praticar as mais fortes magias negras para defender o seu filho e garantir a sua ascensão ao trono, eliminando todos os rivais. As magias negras funcionaram, e Alexandre ascendeu ao trono vencendo todos os seus rivais.

Alexandre, também para esclarecer a duvida sobre a sua origem divina, consultou o Oráculo de Amon, ( Deus Egípcio associado a Zeus), e por esse meio Zeus confirmou a paternidade, garantindo que ele estava destinado a grandes conquistas. Pois a garantia de Zeus cumpriu-se, pois Alexandre o Grande conquistou o maior de todos os impérios, tão vasto e poderosos que nem César, nem Napoleão, conseguiram repetir feito igual. Alexandre o Grande ficou inscrito na historia na humanidade como o maior de todos os conquistadores, e na historia do oculto como um dos semi-deuses que habitaram este mundo.

PAN

Pan também conhecido como Lupercus na mitologia romana, era o deus da pastorícia na mitologia grega. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode e era associado com os bodes e os cães, trazia sempre consigo uma flauta. Tornou-se símbolo do mundo pagão. Acreditava-se que Pan se divertia assustando as pessoas no campo, e que daí resulta etimologicamente a palavra "pânico".Os romanos costumavam invocar o Deus Lupercus para manter os lobos afastados das suas casas e propriedades.

 




alguns Deuses do Panteão Egipcio

 


HATOR

Hathor é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa, do amor, das mulheres da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade. Ela também era venerada pois trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas. Ela é representada como uma mulher com chifres na cabeça portando o disco solar, ou como uma mulher com orelhas de vaca;

ISIS

Ísis era a Deusa Egípcia do Amor e da Magia. Era igualmente mãe de Hórus e cunhada de Seth. Ísis ajudou a procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado por seu irmão, Seth. Ísis, era a deusa-mãe do Egipto.

Quando Osíris, o seu irmão e marido, herdou o poder no Egipto, ela trabalhou junto com ele para difundir a civilização.

Porem, Seth, irmão de Osíris, espírito do mal que rasgou as entranhas da própria mãe para nascer e que tinha um odioso sentimento de inveja do seu irmão, palaneou uma terrível cilada. Seth o convidou Osíris para um banquete. Nesse banquete, Osiris assassinou o seu próprio irmão com a ambição de lhe ocupar o trono.

Quando Ísis descobriu o ocorrido, e tudo fez para restituir a vida ao seu marido.

A deusa invocou todos os templos de todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do Além. Os seus esforços revelavam-se vãos, e Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao seu amado, ressuscitando-o.

Ísis mateve o seu marido vivo através de magia e fez amor com ele, engravidando.

Ísis assim engravidou concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte. Caberia a Horus, filho de Isis, quando chegasse á idade certa, enfrentar Seth, recuperando o trono que era sua legitima herança.

OSIRIS

Era Osíris que julgava as almas dos mortos. Osíris era por isso um Deus relacionado com a vida apos a morte.

Osíris era Marido de Ísis e pai de Hórus, e era também a encarnação das forças da terra e das plantas.

SETH

Seth é a encarnação do mal, é o espírito do mal. Seth rasgou as entrahas da própria mãe para nascer, e era o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do deserto, da guerra, dos animais. Seth era irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização ao homem, e tinha uma incomensurável inveja do seu irmão, que matou para usurpar o seu trono.

Seth esta associado a vários animais, tais comoo cão, o crocodilo, o porco, o burro e o escorpião. Seth possui uma aparência orelhuda e nariguda , algo demoníaca.

BASTET

Bastet era uma deusa da fertilidade, protectora das mulheres grávidas. Era uma deusa solar e era intimamente associada com o gato. Ela era representada como uma mulher com cabeça de gato, ou então simplesmente como um gato.

Nos seus templos de Bastet, foram criados gatos que eram considerados como encarnação da deusa e que eram por essa razão tratados da melhor maneira possível. Quando estes animais morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais reservados para eles.

TOTH

Toth, é o deus da sabedoria do oculto, mestre das palavras magicas de grande poder que usadas em orações e encantamentos, invocavam as forças dos Deuses ou dos espiritos. È um Deus sábio e que nas esferas celestes, ocupa o cargo de secretário-arquivista dos deuses. Toth é também um Deus da Lua, que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, o fluir do tempo. Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis , a ave que lhe estava consagrada, ou por um babuíno. A sua companheira íntima, Astennu, era por vezes identificada com o próprio Toth . Tinha uma filha:. Seshat. Toth é associado com o conhecimento oculto e esotérico.

SESHAT

Sechat ou Seshat era uma deusa associada à escrita, à astronomia, à arquitectura e à matemática. O seu nome significa "a que escreve". Recebia também os títulos de "Senhora dos Livros" ou "Senhora dos Construtores". Esta Seshat era representada como uma mulher vestida com uma pele de leopardo. Seshat era filha e companheira de Toth, divindade também associada à escrita e ao conhecimento. No entanto, enquanto que Toth representava o conhecimento oculto, Sechat representava o conhecimento visível, que se concretizava. Por assim dizer, Toth era um Deus associado ao conhecimento magico, enquanto que Seshat era associada ao conhecimento cientifico.

ANUBIS

Anúbis, é o deus egípcio dos embalsamadores e do embalsamamento, presidia às mumificações.Anúbis era tambem o mestre dos cemitérios.

Era Anubis que guiava a alma dos mortos no Além, levando-as ao seu julgamento.

Anubis é filho de Néftis, que após uma discussão com o marido Seth fez-se passar por Isis e teve relações com Osíris.

BES

Bés Era o bobo dos deuses, senhor do prazer e da alegria. Bes era representado pela figura de um anão gordo e barbudo, feio ao ponto de se tornar cômico. Ele é muitas vezes representado com a língua de fora e segurando um chocalho. Quando esculpido ou pintado na parede, ele nunca aparece de perfil, mas sempre de frente, o que é único na arte egípcia. Bes é um deus incomum, que não parece ser egípcio, mas a sua origem é desconhecida. No entanto, é visível que ele se assemelha imenso com deuses encontrados na África. Bes era também o protector do parto.

Durante o nascimento, Bes dançava à volta do quarto, abanando o seu chocalho e gritando para assustar demónios que de outro modo poderiam amaldiçoar a criança.

Depois da criança nascer, Bes ficava ao lado do berço entretendo o bebé. Quando a criança ria ou sorria sem motivo aparente, acreditava-se que Bes estava algures no quarto a fazer caretas.

NEFTIS

Néftis é esposa de Seth. È a Deusa dos desertos e da morte.

Neftis é irmã de Osíris, Ísis e Seth,. Após uma grande discussão com o marido, metamorfoseou-se de Ísis e foi ter com Osíris, enganando-o e tendo relações sexuais com ele, que também era seu irmão. Dessa união, nasceu Anúbis, deus dos embalsamadores.

Neftis ajudou Ísis a recolher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu, de forma a que ele pudesse ser ressuscitado, como foi.

AMON

Amon era o rei dos deuses, tal como o era Zeus na mitologia Grego e Júpiter na mitologia Romana. Amon encontrava-se ao deus Rá (ou Ré), que é o Deus do Sol, formando assim o deus Amon-Rá considerado o deus que traz o sol e a vida.

Amon e Amunet, a sua contraparte feminina, são o Deus do ar e do composto primordial que gerou o universo. Amon foi também associado com o «sopro de vida», ou aquele do qual vem o «sopro de vida», aquele que dá vida a todas as coisas. Assim, Amon era o criador, o pai dos Deuses. Amon possuía um lado feminino, chamado Amunet, e de si nasceu todo o cosmo. Amon era representado em forma de um homem de pele escura, com barba.Numa forma híbrida podia surgir como uma homem com cabeça de carneiro.Diz-se que Alexandre O Grande teria consultado o oráculo de Amon, pois este estava associado a Júpiter, tal como o foi a Zeus, e Alexandre era considerado como filho de Júpiter ou de Zeus. Diz-se que ali, Amon ( ou Júpiter, ou Zeus), declarou-o como seu filho e garantiu-lhe grandes conquistas territoriais. E é um facto histórico que se assim foi profetizado, assim aconteceu.

Amon, é na verdade o «Deus» de falavam as várias tribos hebraicas que entretando se formavam e tomavam contacto com as realidades religiosas circundantes. O deus do «sopro de vida», o deus criador do cosmos, o Deus fonte de toda a vida. Os conceitos hebraicos do seu Deus uno, ( mais tarde o Deus dos Judeus e dos Cristãos), foram bebidos em Amon.

HORUS

Hórus era o deus egípcio do céu, filho de Osíris e Ísis. Os seus olhos representavam o sol e a lua, da mesma forma como ele tinha a seu cargo o poder sobre a vida e a morte. O culto solar de Isis , ( deusa mãe), e seu filho, foram na verdade o fundamento para a formação da crença de Maria mãe de deus e de Jesus, aquele que tem poder sobre morte e que veio para vencer o diabo.Horus venceu Seth, o espírito do mal, que foi visto pelos Judeus como Satanás, e tornou-se o rei dos vivos. Horus perdeu um olho lutando contra Seth, sendo esse o famoso olho de Horus. O Olho de Hórus simbolizava poder real e acreditava-se que este símbolo estava associado ao renascimento ou ás ressurreição.

ISHTAR

Ishtar é a deusa da fertelidade dos acádios.

Ishtar foi conhecida como Asterote pelos Filisteus, como Isis pelos Egípcios, como Astarte pelos Sumérios e como Easter nos povos nórdicos da Europa. Esta deusa esta associada ao pleneta Vénus. Os Portões de Ishtar, na Babilónia, são uma das maravilhas do mundo, sendo que presentemente se encontram num Museu de Berlim, havendo uma réplica dos mesmos no Iraque.

O culto a Ishtar envolvia rituais de carácter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um importante ritual de Ishtar ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (simbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milénio depois de cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de pascoa mantem-se um pouco por todo o mundo nesta festa, na altura do equinocio da primavera.

ANUKET

Anuket era uma deusa egípcia associada á água, que é fonte de vida na terra, assim como á sexualidade, que é também fonte de vida na terra.

Era representada por uma gazela, ou por uma mulher adornada de plumas. Os gregos associaram-na à sua deusa Héstia.

 

 

 

 

Alguns Deuses na religião de Umbanda

OXALÁ

deus de todos os deuses; Oxalá, na Umbanda é representado por uma imagem de Jesus Cristo.

IEMANJÁ

deusa dos mares;

OXUM

deusa dos rios;

UANSÃ

deusa dos ventos e das tempestades;

OGUM

deus da guerra;

XANGÔ

deus da justiça;



alguns Deuses na religião Hinduísta:

SHIVA

deus da criação e da destruição;

VARUNA

deus guardião da ordem cósmica;

VISSHNU

deus da justiça e da disciplina;

LAKSHIMI

deusa da prosperidade e da generosidade;

AGNI

divindade do fogo; ´



alguns Deuses, ( Loas), na ReligiãoVodu

BOM DIEU

O deus principal, na religião Vodu

VODU (ou Zumbi)

Deus que domina noite e protege os seus fieis

. DAMBALLAH

Deus serpente; Deus fonte da virilidade e do poder

ERZULIE

Deusa serpente; deusa do amor, do ciúme e da vingança

GUEDÉ

Deus que preside aos mistérios da morte

BARÃO SAMEDI

Deus que preside aos trabalhos relacionados com feitiçaria maligna

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

 

Hombre lobo alemán.
Víktor Vasnetsov. La princesa rana (1918).
El gigante Galligantua y el malvado mago transforman a la hija del duque en una cierva blanca. Ilustración de Arthur Rackham.
Loge finge miedo cuando Alberich se convierte en una serpiente gigante. Wotan se encuentra al fondo. Ilustración de Arthur Rackham para El oro del Rin de Richard Wagner.

En literatura, un cambiante o cambiaforma (en inglés, shapeshifter),1​ también llamado mimetista, transmutador o metamórfico, es un ser humano (o algún otro tipo de criatura o ser sobrenatural) que puede cambiar de forma, generalmente adoptando la forma de otro ser vivo (otra persona o animal). Tienen la capacidad de transformarse físicamente a través de una aptitud inherentemente sobrehumana, intervención divina, manipulación demoníaca, hechicería o haber heredado esa habilidad.

La idea del cambio de forma se encuentra en las formas más antiguas de totemismo y chamanismo, así como en la literatura existente más antigua, como en los poemas épicos de la Epopeya de Gilgamesh y la Ilíada. El tema de las personas o criaturas capaces de cambiar de forma ha estado presente incontables veces en la literatura, en la mitología y en el folclore, y se encuentra en prácticamente todas las formas de creación de ficción. En general se usa el término para designar a personas o criaturas que pueden cambiar de forma a voluntad, la mayoría de las veces referido a personas que pueden adaptar la forma de otras personas o de un animal; en este último caso también se usa el término teriantropía.

El concepto sigue siendo un tropo común en teorías conspirativas, los géneros fantásticos, la literatura infantil y la cultura popular.

Los cambiantes en la mitología

El panteón de muchas mitologías incluye divinidades y otras criaturas sobrenaturales capaces de asumir la forma de animales o mortales. En la mitología griega, el ejemplo por excelencia es el de Proteo, que podía asumir cualquier forma a condición de no encontrarse inmovilizado; pero también los Dioses del Olimpo solían transformarse en animales (Zeus, por ejemplo, se transformó en cisne para poseer a Leda, en toro para raptar a Europa y en águila para llevarse a Ganímedes).

En la mitología nórdica, la capacidad de cambiar de forma es usada particularmente por Loki, Dios del engaño, que se transforma en caballo, salmón o pulga, por ejemplo. El mismo Odín se mezcla habitualmente entre los humanos bajo disfraz (si bien manteniendo su rasgo distintivo: ser tuerto). También divinidades menores como los enanos podían cambiar de forma: Fafnir se transformó en Dragón antes de morir a manos de Sigurd.

En las leyendas y mitos narrativos del ciclo artúrico, las metamorfosis juegan también un papel relevante, particularmente realizadas por Merlín (entre ellas aquella de singular importancia a la que se debe la concepción del rey Arturo). También Morgana, la medio hermana del rey Arturo, podía cambiar de forma.

En las tradiciones amerindias, los chamanes tienen la capacidad de adoptar la forma de animales por medio del sueño (algunos ejemplos se pueden encontrar en obras de Carlos Castañeda).

Aunque no necesariamente es el único ejemplo de cambiantes, los Dioses y titanes al ser considerados seres superiores dotados de una inmensa energía convierten su forma física en una forma segura para interactuar con los seres inferiores. De entre todos los Dioses Zeus es el más reconocido por sus múltiples transformaciones; se transformó en cisne para poseer a Leda, en toro para raptar a Europa y en águila para llevarse a Ganímedes, e incluso en lluvia de oro.

Otros inmortales utilizan su cambiaformas como herramienta de protección como lo son las ninfas, estas se convierten en árboles, para evitar su encuentro con Dioses enamoradizos.

También tenemos a Cicno, este nombre se le es otorgado a múltiples personajes y seres mitológicos que tras su muerte son convertidos en cisne, algunos de ellos son:

  • Cicno el hijo de Poseidón, este fue asesinado por Aquiles en la guerra de troya, justo cuando le iba a quitar su armadura Cicno se transformó en cisne.
  • Cicno el hijo de Ares, desafió a Heracles a un combate en Itone y murió en la batalla, al morir fue convertido en cisne por su padre.
  • Cicno el hijo de Apolo, se suicidó en un lago que llevaba por nombre Conope junto con su madre Triada, Apolo los convirtió a ambos en cisnes. Debido a dicho suceso se le conoce a este lago como Lago de los cisnes.
  • Cicno el hijo de Esténelo, paso su vida llorando la muerte de su hermano, pero como incluso al llegar a la vejez no encontró consuelo, los Dioses se apiadaron de él cambiando sus canas por plumas y lo convirtieron en cisne.

Retomando al Dios Zeus, se creía que su primera esposa la titánide Metis, podía transformarse en cualquier cosa que quisiera, prueba de esto es relatada en la historia donde Metis queda embarazada de Zeus sin que el lo supiera, ya que él temía que si llegaban a engendrar un hijo este sería más poderoso que él, por esta razón engañó a Metis para que se convirtiera en mosca y luego se la tragó. Sin embargo, ella ya estaba embarazada antes de ser tragada por Zeus, y se mantuvo con vida dentro de su cabeza creando para su hija una armadura.

En la mitología griega las transformaciones también solían ocurrir a manera de castigo infligido de los Dioses a los humanos por hacerlos enojar.

Zeus transformó al rey Licaón y a sus hijos en lobos como castigo por matar a los hijos de Zeus.

Galantis fue transformada en comadreja por interferir en los planes de Hera quien quería evitar el nacimiento de Heracles.

Ares convirtió a Alectrión en un gallo para que cantara cada mañana, ya que, se le había asignado la tarea de alertar a Ares en caso de que otros dioses hicieran presencia, para que estos no lo encontraran en su romance con Afrodita, pero como se quedó dormido los descubrieron.

Hera convirtió a Tiresias en mujer y, siete años después del suceso, de nuevo en hombre.

Deméter transformó en lagarto a Ascalabo por burlarse de su sed y dolor mientras realizaba la búsqueda de Perséfone su hija.

Hipómenes y Atalanta se transformaron en leones luego de hacer el amor dentro de un templo dedicado a Zeus.

Artemia convirtió en ciervo a Acteón ya que este la espiaba mientras se bañaba, Acteón fue devorado por sus propios perros de caza luego de haber sido transformado.

Demeter convirtió en lince al rey Linco por haber asesinado a su profeta Triptólemo.

Atenea convirtió en araña a Aracne luego de que esta se atreviera a desafiarla como tejedora. Además, transformó en lechuza a Nictimene, aunque este caso es la excepción ya que la chica deseaba ocultarse de la luz del día debido a la vergüenza que le producía haber sido violada por su padre.

Una ninfa que fue violada por Zeus convirtió a Io una sacerdotisa de Hera en novilla para que Hera no la atacara.

El rey Tereo fue convertido en abubilla por violar y cortarle la lengua a Filomena.

Procne la esposa de Tereo fue transformada en golondrina, luego de darle de comer a Tereo la carne de su hijo muerto, Itis. Filomena fue convertida en ruiseñor por este mismo acto.

Zeus también se transformaba en incontables ocasiones con el único propósito de acercarse a las mortales para de alguna manera obtener acceso carnal:

Los cambiantes en la mitología nórdica

En el mundo existen muchas historias sobre cambiaformas, una característica en común de ellas es que en casi todas los cambiaformas son consideradas bestias malvadas.

Los nórdicos se refieren a los cambiaformas como “cambiantes”, de hecho la palabra cambiaformas surge de su lenguaje.

Una gran cantidad de nórdicos se encuentra corrompidos por el Caos, esto es a lo que ellos consideran ser “bendecidos”, por esta razón la gran mayoría de los que alguna vez fueron llamados cambiaformas, según los nórdicos, son considerados Semillas del Caos.

Aunque existe otra parte de cambiaformas que pocas veces dan algún indicio de ser algo distinto a un humano. Incluso, los que están malditos con lo que ellos llaman el "cambio" podrían ni siquiera conocer su naturaleza, llegando a cambiar su forma sólo cuando se ven forzosamente obligados, ya sea por la luna, como os hombres lobo, al ser heridos de alguna manera o por la orden de un hechicero, quien fue el encargado de convertirlos en camabiantes, dejando claro así que la corrupción del Caos podría no influir en todos los cambiaformas de la misma manera.4

El ejemplo por excelencia de cambiantes en la mitología nórdica es Loki, quien encarna la relación entre Dioses y Gigantes, además de que representaba el fuego y era el mayor símbolo de sentimientos negativos como lo son el engaño, la maldad, la envidia y la intriga. Disfrutaba de perseguir y acosar a todo tipo de dioses, sembrando cizaña, provocando peleas entre dichos Dioses provenientes de los disgustos a los que los encaminaba con sus insultos y mentiras. Esto lo lograba mediante su poder más reconocido el cual radica en la capacidad que tiene para cambiar de forma física lo cual logra a través de metamorfosis.5

Se ha convertido en diversas criaturas, algunas de ellas son:

  • Una yegua
  • Un salmón
  • Un halcón
  • Una foca
  • Una mosca y pulga
  • Una bruja
  • Una doncella

Los cambiantes en el folclore

Existen en el folclore criaturas populares que cambian de forma como los hombres lobo y vampiros (principalmente de origen europeo, canadiense, nativos americanos), el huli jing de Asia oriental (incluyendo los kitsune (zorros) japoneses y los kumiho coreanos), y los Dioses, Diosas y demonios de numerosas mitologías, como el nórdico Loki o el griego Proteo.

El cambio de forma a un lobo se conoce específicamente como licantropía, y las criaturas que sufren ese cambio se llaman licántropos. La teriantropía es el término más general para las transformaciones entre humanos y animales, pero rara vez se usa. También era común que las Deidades transformaran a los mortales en animales y plantas o que ellos mismos cambiaran de aspecto para conseguir determinados efectos.

Otros términos para cambio de forma incluyen la metamorfosis, el skin-walker navajo o el teriántropo.

Si bien la idea popular de un cambio de formas es la de un ser humano que se convierte en otra cosa, existen numerosas historias sobre animales que también pueden transformarse.6

Nahuales

La idea popular de un cambio de formas es la de un ser humano que se convierte en otra cosa, existe un caso particular en el que dicho humano tiene la capacidad de tomar forma de animal, a estos se les conoce como nahuales, para los pueblos prehispánicos los nahuales o también conocidos como “hombres búhos”, son una especie de brujos o seres sobrenaturales que solo aparecían de noche ya que, según la cosmovisión mexica, estos eran protegidos por Tezcatlipoca, el Señor de la noche, y que además podían desprenderse de su piel para dejar su forma humana por un tiempo y seguido a esto transformarse en una de estas criaturas.

Otra definición de nahual según la cosmogonía prehispánica, se basa en la creencia de que al nacer una persona de la misma manera nace un animal, el cual se convierte en su espíritu guía y protector, a dicho animal se le otorga el nombre tonalli o tomá. Existen personas que dada la fuerte conexión que comparten con su espíritu animal, obtienen el poder para transformarse en este y cualquier otro animal que deseen e incluso en algún elemento atmosférico. Estás personas también son conocidas como nahuales.7

Existen relatos trasmitidos por tradición oral provenientes de la época colonial, en los que los cazadores mexicas cuentan que durante la noche habían matado a un animal y que, al amanecer, su cadáver había sido transformado en el de un hombre.8

No hay una sola versión acerca de quiénes eran los nahuales y cómo era que alternaban entre sus formas humana y animal.

Se habla también de historias sobre los sacerdotes de Tezcatlipoca los cuales lograban la transmutación mediante rituales que ellos mismos realizaban al caer la noche. Recitaban invocaciones a la luz de una fogata que luego apagaban para consiguientemente revolcarse en las cenizas de esta en el momento en el que se mostraba la luna llena. Después, se cubrían con la piel del animal en el que querían transformarse. Los animales más utilizados para este propósito eran: jaguares, coyotes, serpientes, águilas y tecolotes.

Otros relatos hacen referencia a los chamanes en un tipo de proyección astral entrando por medio de un trance desde sus aposentos, estos salían en forma de espíritu en busca de un animal en el cual entrar. De esta manera controlaban el cuerpo del animal, esto les servía como disfraz e incluso para utilizar las habilidades que cada criatura tenía como el olfato del coyote y la visión del águila.9

Los cambiantes en otras culturas del mundo

Kitsunes

Estos zorros provenientes de la mitología japonesa tienen la capacidad de adoptar una forma humana femenina después de haber cumplido cien años, son considerados como seres que poseen extrema inteligencia, un gran poder y habilidades mágicas que van incrementando con la edad como volar y crear ilusiones capaces de hacer que las personas pierdan el sentido común volviéndose locas. También se dice que tienen la capacidad de crear relámpagos o fuego, además de alterar el tiempo y espacio. Los kitsunes considerados como más poderosos poseen nueve colas.

Aparecen en diversas obras de ficción japonesa, el más relevante es conocido como el manga/anime Naruto, además del videojuego Pokémon, en donde existen los Ninetales, representados como zorros de nueve colas.10

Leshi o Lusovik

Conocido en la mitología rusa como Leshi o bien en la mitología ucraniana como Lusovik, este ser de género masculino considerado un espíritu protector del bosque, su aspecto físico antropomorfo tiene rasgos mezclados provenientes de una planta como su barba hecha de vides y hierba y animal y que posee cola y cuernos además de contar con la habilidad de parecer un aldeano común alterando su aspecto físico, por lo general sus ojos cuentan con un brillo especial por lo que puede resultar una pista útil para reconocerlo.

Esta criatura es considerada amable con las personas que respetan el bosque, incluso en ocasiones ayuda a los que se pierden en el a encontrar el camino. Sin embargo, disfruta de desconcertar y burlarse de los humanos, provocando que se enfermen o haciéndoles cosquillas hasta matarlos.10

Licántropos

Básicamente son humanos que a la salida de la luna llena son transformados por medio de una mutación en lobos, son reconocidos como seres que poseen una maldición, ya que el lobo en esencia es considerado una naturaleza incontrolable que asesina todo aquello que se pone en su camino.

No parece existir una procedencia clara de estos seres, ya que son encontrados en variadas culturas de todo el mundo.1011

Selkies

Son seres con la habilidad de cambiar de forma física mudando de piel. Su procedencia viene del folclore islandés, escocés e irlandés.

Esta criatura posee piel de foca y es capaz de quitársela para convertirse ya sea en hombre o mujer ambos con extrema belleza utilizando el poder del teriomorfismo. Para volver al mar requieren introducirse de nueva cuenta en dicha piel la cual guardan con mucha cautela ya que, si alguien llega a apoderarse de ella, dominaría a dicho selkie por completo, si son crueles con ellos, estos suelen tomar venganza al recuperar su piel de foca.10

Vampiros

Estos seres son reconocidos en diversas culturas, mayormente como una especie de demonios que forman parte de un panteón oscuro. Son caracterizados principalmente por su sed de sangre humana.

En la mitología de Rumania dichos vampiros poseen la habilidad de convertirse en animales como caballos, gatos u ovejas, aunque la versión más popular habla sobre vampiros que se transforman en murciélagos.1011

Metamorfosis

Se le conoce como metamorfosis a la transformación que experimentan ciertos animales para completar su desarrollo biológico, la cual afecta su forma, sus funciones y su estilo de vida. Pero este concepto también tiene otro significado el cual concluye que la metamorfosis es un cambio o bien una transformación de una cosa que se convierte en otra ya sea en un ámbito mental o físico.

En el caso del humano, es la habilidad que algunos poseen para transformarse de forma física por medio de una intervención divina, algún tipo de poder sobrehumano, manipulación demoníaca, encantamientos, magia o incluso alguna habilidad que fuese heredada.12

Los cambiantes en la ficción moderna

El tema de los cambiantes se encuentra presente en casi todos los géneros de ficción moderna, desde la ciencia ficción (donde el cambio de forma suele hacerse posible gracias a algún tipo de tecnología creada por un científico más o menos "loco") hasta la fantasía y el terror (géneros que muy habitualmente retienen temas tradicionales, respectivamente mitológicos o folclóricos).

Los cambiantes en la literatura fantástica

En este género, la capacidad de cambiar de forma suele estar ligada al uso de poderes o artes mágicas. Son habituales las figuras de magos, brujos, elfos y druidas dotados de este poder.

En la obra El Hobbit, de Tolkien, aparece el personaje Beorn, que puede cambiar su forma a voluntad por la de un oso, aunque no se explica el origen de este poder. Algunas fuentes entienden que este poder se extiende a todos los hombres de su clan, los llamados beórnidas, que viven al oeste del Bosque Negro.

Asimismo, en la saga de libros Crepúsculo, un hecho sobrenatural a la par de la existencia de vampiros es la de los metamorfos, coloquialmente llamados (en el contexto de la obra) hombres lobo, cuando éstos son otra especie.

En la saga de Harry Potter hay poción llamada multijugos, que el quien la bebe obtiene la forma física de otra persona, sin embargo las transformaciones solo funcionan con humanos, incluso la poción en las películas no afecta a la voz del bebedor, sin embargo hay una teoría que en grandes dosis también obtienes la voz de la persona en la que te has convertido, como paso con Bartemius Crouch Junior transformándose en Alastor Moody. Sin embargo en los libros si cambia la apariencia de la voz de la persona.

Los cambiantes en la ciencia ficción

Entre las obras que presentan algún género de tecnología que permite cambiar de forma, una de las más conocidas es El extraño caso del Dr. Jekyll y Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson. Ejemplos más modernos incluyen el transmutador de la tira cómica Calvin & Hobbes, la mutante Mystique de Marvel o el terminator de "metal líquido" de la película Terminator 2: El juicio final.

En la ciencia ficción también abunda el tema del extraterrestre capaz de cambiar de forma. Ejemplos notorios son el antagonista en la película The Thing (1982) de John Carpenter, el personaje Maya, de Space: 1999, los Skrull y los personajes de Mystique e Morfo de Marvel, el personaje Odo de la serie televisiva Star Trek: Espacio Profundo Nueve, los Clawdite de Star Wars, el personaje Cambiaformas de la serie animada Gravity Falls y los personajes de los cambiantes (que al principio, fueron antagonistas, después, fueron reformados) de la serie de My Little Pony: La magia de la amistad.

Los mutantes reales

Algunos animales, en particular algunas especies de cefalópodos, están notoriamente dotados de la capacidad de modificar la forma y el color de su cuerpo con el objeto de asumir el aspecto de otras criaturas (como por ejemplo de peces) o de formaciones rocosas.